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A Pepsi cometeu um erro grave e imperdoável para uma grande marca internacional.

Ao entrar numa campanha negativa, contra Cristiano Ronaldo e contra Portugal, a Pepsi fez uma coisa que nenhuma marca antes tinha feito: atacar uma celebridade e ofender um país.

Até esta semana, a relação das grandes marcas com as celebridades desportivas, e com os países, era sempre positiva.

Há grandes marcas que se associam a grandes jogadores, e que ganham muito com isso; e há grandes marcas que se associam com países (Sagres, etc) e que também ganham muito com isso.

Essa associação faz sentido, e costuma ser "win-win", boa para a marca e boa para as celebridades ou países.

No entanto, não conheço exemplos de marcas que realizaram campanhas negativas contra celebridades ou países.

Ou antes, não conhecia, pois foi isso que a Pepsi fez.

O erro foi de palmatória, e teve consequências imediatas.

A Pepsi desceu brutalmente na consideração dos portugueses, e a opinião pública tem agora uma péssima imagem da marca.

Se vai haver ou não consequências graves em termos de vendas, não sabemos ainda, mas como a Pepsi já vendia pouco, os danos não serão catastróficos.

O que nos leva a suspeitar que jamais a Pepsi sueca teria feito uma campanha destas contra um jogador francês, inglês, alemão, espanhol ou italiano.

Alguém acredita que a Pepsi fizesse isto a Ribery, Rooney, Ozil, Iniesta ou Balotelli? 

Nesses casos, haveria danos muito mais graves, pois são mercados grandes, muito maiores do que o português.

Mas, como se tratava de Portugal, mercado pequeno, a Pepsi não se incomodou e insultou, não só o capitão da seleção, como todos os portugueses.

Para azar da Pepsi, o insulto veio num momento de enorme exaltação nacional, pois Portugal fez um jogaço e eliminou a Suécia.

O erro foi também de timing. 

Como agravante, a Pepsi elegeu como alvo um jogador que, neste momento, é o melhor do mundo, e que está a jogar brutalidades.

Ou seja, Ronaldo nunca foi tão genial e tão consensual, e por isso atacá-lo, nos dias que correm, faz sempre ricochete.

Que o diga Blatter, que teve de pedir-lhe desculpa depois daquela comédia pífia, e que o diga agora a Pepsi.

O pior para a marca é que nada valem as desculpas apresentadas, o erro grave está feito.

É por estas e por outras que a Pepsi é uma marca em decadência mundial há muitos anos.

 

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publicado às 10:08


4 comentários

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De Equipa SAPO a 22.11.2013 às 11:12

Bom dia,

O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

Atenciosamente,

Catarina Osório
Gestão de Conteúdos e Rede Sociais - Portal SAPO
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De RF29 a 22.11.2013 às 11:19

Decadência da Pepsi no mercado mundial: https://www.google.com/finance?q=pepsi&ei=jKsTUfClA8SGwAOihwE

Todos os anos, a valorização da Pepsi sobe progressivamente, algo a que não é alheio a subida de receitas da marca. A Pepsi tem até liderança sobre a Coca-Cola em alguns mercados importantes nos EUA e Médio Oriente.

É por estas e por outras que devemos escrever sobre aquilo que conhecemos e não sobre o que gostaríamos que fosse a realidade.
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De Anónimo a 22.11.2013 às 13:02

A pepsico é uma empresa gigante, alias, emprega o triplo das pessoas que a coca-cola company, sempre, mas sempre teve um marketing por vezes mais do que agressivo, sinceramente e ca estarei para ver, não acho que vão ter percas.

No texto diz que a Pepsi tem vindo a cair nos últimos anos, o que é falso, tem vindo a crescer, na bolsa é mais forte do que a coca cola company.
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De Um Português a 22.11.2013 às 15:22

A Pepsi em Portugal até é comercializada pela Sumol+Compal daí os danos que isto possa provocar vão afetar tanto a Pepsi como a Compal.

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Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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