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Que grande jogo fez o Benfica!

Uma entrada fulgurante, a alta velocidade, que naturalmente empatou a eliminatória bem cedo.

Sempre em aceleração, não sabemos o que podia ter acontecido se tivessem ficado onze em campo mais de 27 minutos.

Siqueira fez um erro grosseiro, na sua segunda falta, mas não merecia o primeiro amarelo dado por Proença.

A expulsão mudou o jogo, que nunca mais foi o mesmo, e podia ter dado cabo do Benfica.

 

Podia, mas não deu.

Jesus tirou Cardozo, a equipa reequilibrou-se e voltou do intervalo ainda mais empenhada.

Às vezes, é quando estamos melhores que sofremos, e o golo de Varela foi uma surpresa desagradável.

De repente, tudo parecia perdido.

Havia uma montanha para escalar, 2 golos a marcar, com menos um jogador.

Só que este Benfica é de betão, duríssimo de demolir.

 

Só se ganha um penalty quando se joga na área do adversário, e era isso que o Benfica já estava a fazer minutos depois do empate.

Para a frente era o caminho, com força mental e atrevimento.

Enzo marcou com frieza, e a esperança voltou a nascer.

A Luz inflamou-se, puxou pela equipa, e o FC Porto acanhou-se, com a mediocridade habitual deste ano.

Mas, ninguém esperava o que aconteceu.

Todos admitiam um golo, mas nasceu uma obra de arte.

André Gomes mostrou que ali há génio, e afundou o FC Porto para sempre.

 

Uma vingança que estava prometida desde 2011, destruindo essa espinha que estava encravada na garganta dos benfiquistas.

Foi dos jogos mais fantásticos dos últimos anos, para os benfiquistas.

Vencer com 10 o FC Porto é obra!

Depois, aquilo não foi bem futebol, mas ninguém ajudou.

Pouco importa, estava ganho.

Um grande e forte Benfica derrotou um FC Porto neurótico e deprimido, sem força nem talento para mais.

Alguém disse um dia que para haver ambição é preciso haver primeiro talento, e depois confiança.

Este Benfica tem tudo: talento, confiança e ambição.

Veremos até onde chegam as suas vitórias, para depois poder dizer algo mais.  

Mas, uma coisa é já certa: Jorge Jesus, o Messias branco da Luz, já não está de joelhos.

 

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publicado às 12:50

Saiu a fava ao Benfica, e lá teremos a Juventus em Lisboa no dia 24 de Abril!

Será que o clube italiano é mesmo mais forte que o Benfica?

Vamos comparar item a item, para ver quais as fraquezas e forças de cada equipa.

 

No ranking da UEFA, o Benfica está em 6º, enquanto a Juventus está apenas em 17º lugar.

Isto significa que, nos últimos 5 anos, o Benfica teve resultados europeus bem melhores que o clube italiano, que não chegou a qualquer meia-final, enquanto o Benfica já vai na terceira meia-final em 4 anos.

 

Quanto ao valor de mercado dos plantéis das 2 equipas, a Juventus leva vantagem. 

Os italianos têm o 9º plantel mais valioso do mundo, com um valor de mercado de 353 milhões de euros, enquanto o Benfica está em 21º lugar, com um plantel avaliado em 190 milhões de euros.

Os jogadores mais valiosos do lado italiano serão Pogba (valor de mercado de 45 milhões); Vidal (44 milhões), Marchisio (28 milhões); Chiellini (24 milhões) e Tevez (22 milhões).

Do lado do Benfica, os mais valiosos são Garay (20 milhões); Gaitan (18 milhões); Salvio (17 milhões) e Cardozo (14 milhões). 

 

Com um plantel tão valioso, é pois natural que na despesa salarial com jogadores seja também a Juventus que leva a palma. 

Os italianos gastam cerca de 120 milhões de euros por ano em salários, enquanto o Benfica se fica pelos 48 milhões.

Pilro, Pogba e Arturo Vidal são os mais bem pagos, mas há que contar também com Buffon, Tevez e Llorente. 

No entanto, no que toca a treinadores, é o Benfica que leva vantagem.

Jorge Jesus é o 11º mais bem pago do mundo, com um salário de 4 milhões de euros por ano, enquanto Conte está em 18º lugar, com um salário anual de 3 milhões de euros.

 

Por fim, no ranking das receitas, é também a Juventus que lidera.

O clube italiano gera 272,4 milhões de euros em receitas anuais, estando em 9º lugar na lista da Deloitte, enquanto o Benfica gera 109 milhões de euros de receitas, estando em 26 º lugar no mesmo ranking.

Mas, há um ponto em que o Benfica leva vantagem: o seu estádio.

A Luz cheia leva 63 mil espectadores, enquanto o novo estádio da Juventus em Turim leva apenas 41 mil espectadores. 

Veremos se na primeira mão o factor casa ajuda o Benfica, mas olhando para as diferenças económicas há que considerar que a Juventus é a favorita.

 

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publicado às 11:25

Ontem, o Benfica desiludiu. O resultado acabou por ser melhor do que o jogo, e nada está perdido.

Porém, 1-0 foi bom, pois o FC Porto podia ter marcado mais golos.

A estratégia do Benfica foi evidente: minimizar os esforços e os danos.

O Benfica esteve sempre com a cabeça em Braga, e não no Dragão.

O jogo que vai jogar no domingo era bem mais importante que este, e por isso Jesus poupou Enzo, Siqueira, Gaitan, Markovic, Lima, meia-equipa.

E mesmo os que jogaram não jogaram para ganhar, mas para perder o menos possível.

Salvaram-se Artur, Luisão e Garay, e de resto pouco se viu.

Salvio ainda está muito perro, Ruben Amorim esteve acanhado, Cardozo parecia um fantasma, e só Rodrigo deu umas corridas. 

 

Do outro lado, o FC Porto fez um bom jogo. Jackson empenhou-se, Quaresma é sempre inspirado, Herrera subiu muito.

Passo a passo, Luís Castro está a fazer regressar a equipa à matriz Villas-Boas/Vítor Pereira, e os jogadores estão mais confortáveis.

Licá, Carlos Eduardo, e Josué, que estão uns furos abaixo do que se exige no FC Porto, já não têm o mesmo protagonismo.

A equipa está mais coesa e parece mais motivada, mas 1-0 não é um resultado que dê garantias de nada.

Na Luz, o FC Porto terá muito mais dificuldades, isso é certo.

 

Até porque a segunda meia-final só se jogará a 16 de Abril, e nessa altura o Benfica já pode estar mais folgado.

Pelo meio, haverá 3 jogos para o campeonato, e mais a liga Europa.

O Benfica terá de ir a Braga, receber o Rio Ave, e ir a Arouca, e pelo meio jogará com o AZ Alkmaar.

Se nas próximas 3 jornadas o título ficar decidido, e se o Benfica eliminar o AZ, a 16 de Abril poderá apresentar uma equipa mais forte para defrontar o FC Porto. 

A gestão da rotatividade dos jogadores faz sentido, mas se o título se decidir mais cedo, mais cedo as outras frente se tornam mais importantes.

Ontem, foi mínimo esforço e mínimo dano. 

A 16 de Abril as coisas serão bem diferentes. 

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publicado às 11:14

Segundo um estudo CIES (Centre International des Etudes Sportifs), um observatório suíço muito credível, que trabalha com a FIFA, o FC Porto é o terceiro clube que mais dinheiro realizou com vendas de jogadores para as 5 principais ligas europeias.

Se contarmos apenas com as transferências para Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e França (o que significa que ficam de fora a Rússia, a Turquia e a Ucrânia, que nos últimos anos também foram bons mercados compradores de jogadores), o FC Porto realizou 282,7 milhões de euros em transferências para os 5 mercados principais.

O resultado é excelente, e acredito que, se fossem também contabilizadas as vendas para a Rússia, (Hulk, Bruno Alves), provavelmente o FC Porto estaria em primeiro lugar.

 

Na lista do CIES, que diz respeito aos últimos 8 anos, o FC Porto só fica atrás do Tottenham, que vendeu 322,1 milhões de euros de jogadores; e do Real Madrid, que vendeu 303,7 milhões de euros em jogadores.

Em quarto está o Liverpool, com 239,8 milhões de vendas, e depois seguem-se 3 clubes italianos: AC Milan, com 229,5 milhões; Inter, com 224,9 milhões e a Udinese, com 220 milhões de euros de vendas de jogadores.

Mais lá para baixo na lista, em 16º lugar, está o Benfica, com vendas de 174 milhões de euros, mas também aqui se contabilizassemos a Rússia (Witsel), provavelmente o Benfica poderia estar no top 10.

 

Seja como for, o que estes resultados demonstram, no caso dos clubes portugueses, é que o modelo "import-win-export", levado à prática sobretudo pelo FC Porto, é um modelo de negócio excelente.

O que o FC Porto fez, nos últimos 20 anos, foi conseguir encontrar "talentos" por esse mundo fora, do Brasil ao Japão, passando pela Colômbia ou pela Sérvia; e comprá-los por um bom preço.

"Importar barato" foi o primeiro segredo do FC Porto, e é assim que o modelo de negócio se inicia.

Depois, o que o FC Porto faz é pagar bons salários (os mais elevados em Portugal quase todos os anos) e gerar equipas muito competitivas, capazes de vencerem em Portugal e mesmo na Europa.

Em 20 anos, foram 14 títulos nacionais; e mais 3 títulos europeus, incluindo uma Champions.

Essa competitividade da equipa valoriza os jogadores, que depois de 2 ou 3 anos no clube são vendidos, com uma choruda mais-valia.

Importar, vencer, exportar; "import-win-export", é esse o modelo de negócio do FC Porto, e tem sido muito bem sucedido.

 

Os outros clubes não têm sido tão bem sucedidos, sobretudo na parte do meio.

Ao longo dos anos, Benfica, Sporting, e mesmo os clubes mais pequenos, muitas vezes conseguem vender jogadores bem vendidos, mas dificilmente conseguem ganhar títulos.

O Benfica, por exemplo, já vende muito bem, como o estudo do CIES revela.

Porém, nem sempre compra bem, gastando dinheiro a mais, e nem sempre compreende que precisa de pagar salários altos, para conseguir vencer.

Este ano, tal como em 2010, o Benfica parece finalmente ter percebido como funciona o modelo "import-win-export", e talvez por isso está à frente do FC Porto no campeonato.

E também é verdade que o FC Porto cometeu alguns erros, seja na escolha de jogadores, seja de treinadores, que não são habituais.

Mas, ter cometido erros num ano não significa que se entrou em decadência.

O FC Porto teve um modelo muito bem sucedido muitos anos, e pode perfeitamente recuperar na próxima época. 

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publicado às 16:15

Os números desta época do Benfica começam a ser impressionantes.

A equipa tem vindo sempre a melhorar desde Outubro, e não parece estar a fraquejar, agora que chega o momento das grandes decisões.

Até agora, nas quatro competições em que está envolvido, o Benfica realizou 41 jogos, dos quais venceu 32, empatou 6 e apenas perdeu 3 (dois na Champions e um no campeonato).

A percentagem de vitórias do Benfica, onde cada empate conta metade de uma vitória, está neste momento em 85,3%.

É um número muito bom, e continua a crescer, pois a meio de Fevereiro, o Benfica de Jesus estava com 82,8% de percentagem de vitórias, e subiu.

É claro que isto pode significar pouco no final, mas com a liderança do campeonato muito sólida, com sete pontos de avanço, o Benfica tem margem e plantel para conseguir ter alto rendimento nas outras competições.

Nas taças de Portugal e da Liga, estão a chegar os grandes jogos contra o FC Porto, mais 3 provas de fogo.

E, na Liga Europa, o AZ Alkmaar não parece capaz de impedir que o Benfica chegue à meia-final.

Porém, na Luz toda a gente sabe que as alegrias de Março não servem de nada se em Maio só aparecerem tristezas.

Ninguém admitiria outra vez um cenário idêntico ao do ano passado, por isso é melhor cerrarem os dentes e lutarem até os títulos estarem ganhos.

 

Quanto ao Sporting, também melhorou um pouco no último mês e meio.

Em Fevereiro, o clube estava com uma percentagem de vitórias de 75%, o que já eram bom, mesmo sabendo que não disputou jogos europeus e que já foi eliminado das Taças nacionais.

No entanto, com um total de 29 jogos disputados, com 19 vitórias, 7 empates e 3 derrotas, o Sporting tem agora uma percentagem de vitórias de 77,5%, o que revela a melhoria que a equipa ainda consegue ter nesta altura.

Comparando com épocas anteriores, é um resultado muito bom, que pode permitir ao clube a entrada directa na Champions.

Veremos se Jardim consegue aguentar a ponta final do campeonato, mas tudo parece apontar para essa possibilidade.

 

 

O ano horribilis do FC Porto é evidente. 

Em Fevereiro, o FC Porto estava já abaixo dos rivais, com uma percentagem de vitórias de 72,7%.

Paulo Fonseca saiu, mas as coisas ainda não melhoraram muito.

Com 42 jogos disputados, o FC Porto tem agora 24 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, o que dá uma percentagem de vitórias de 69%.

Curiosamente, se fizermos a percentagem de vitórias apenas para os jogos com Luís Castro aos comandos, o número é semelhante.

Em 5 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota dá uma percentagem de vitórias de 70%, em linha com o resto da época.

Mudar de treinador raramente muda o essencial: o valor da equipa é mais baixo do que em outros anos, e portanto as coisas ficam mais ou menos na mesma, mesmo mudando o treinador.

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publicado às 10:52

Benfica e FC Porto são dois dos principais favoritos à vitória na Liga Europa.

Mourinho disse-o, e os oitavos de final confirmaram isso mesmo.

O FC Porto fez um grande jogo em Nápoles, empatando 2-2, e enviou para casa Benitez e Higuain.

O Benfica, que fez um grande jogo em Londres, onde venceu 3-1, ontem ainda apanhou um susto, mas acabou por empatar 2-2 e garantir que seguia em frente, o que faz sentido.

Durante 170 minutos o Benfica foi mais equipa que o Tottenham, que só acordou a 10 minutos do fim do jogo de ontem.

Podia ter empatado? Sim, podia, mas seria injusto, pois os ingleses jogaram muito pouco nos dois jogos.

 

E agora, quais são as possibilidades nos quartos de final?

Ao Benfica saiu uma das equipas teoricamente mais fáceis, o AZ Alkmaar.

Classificado no 35º lugar no ranking da UEFA, enquanto o Benfica é o 6º; e com um plantel avaliado em 43,9 milhões de euros, enquanto o do Benfica vale 190,7 milhões de euros; não há como negar que o Benfica é o favorito.

No campeonato holandês, o AZ está em sétimo, enquanto o Benfica lidera em Portugal, e com a segunda mão na Luz, parece-me que o Benfica tem todas as possibilidades de estar presente nas meias-finais. 

 

Quanto ao FC Porto, vai ter de defrontar o Sevilha, uma equipa perigosa e matreira.

Mas, o FC Porto também é favorito, sobretudo depois de duas eliminatórias épicas, em Frankfurt e Nápoles, a equipa está muito motivada e confiante nesta competição.

O Sevilha é o 29º no ranking da UEFA, enquanto o FC Porto é o 10º; e o plantel dos espanhóis vale cerca de 114 milhões de euros, enquanto o do FC Porto vale 183,2 milhões, o que ainda é uma diferença importante de qualidade.

No campeonato espanhol, o Sevilha está em 7º; enquanto os azuis estão em 3º no português.

Beto vai ter de defender muito para evitar que o FC Porto, sua antiga equipa, não siga para as meias-finais.

 

A minha previsão é que nas meias-finais da Liga Europa estejam presentes Juventus, Valência, FC Porto e Benfica, pois não acredito que o Lyon consiga derrotar os italianos, nem que o Basileia consiga eliminar o Valência.

Mas, isto é antes de começar...

 

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publicado às 12:42

Foi uma noite muito boa para os clubes portugueses na Liga Europa.

O Benfica fez um jogo enorme em Londres, vencendo o Tottenham por 1-3.

É muito difícil virar uma eliminatória depois de perder em casa, e ainda para mais quando se atravessa uma crise de confiança.

Ontem, o Tottenham mostrou todas as suas debilidades.

Tem bons jogadores, mas não é uma boa equipa.

Os jogadores não acreditam nas jogadas que fazem, e cometem erros atrás de erros.

Em comparação, o Benfica foi uma equipa concentrada, confiante, segura, e letal perto da baliza.

Em seis ou sete remates, fez 3 golos, e nunca deixou os ingleses controlar o jogo.

Talvez agora o dono do Tottenham já tenha percebido que mudar de treinador não resolveu nada.

André Villas-Boas foi despedido só por causa de duas duras derrotas por goleada, mas tinha melhor percentagem de vitórias do que Tim Sherwood.

Que não parece ter talento ou conhecimento para dar a volta às aflições.

Só uma calamidade impedirá o Benfica de seguir em frente.

 

O FC Porto também esteve bem, e a vitória contra o Nápoles é justa mas é curta.

No entanto, o 1-0 é um resultado dificílimo de virar, e a maior parte das equipas que ganha 1-0 na primeira mão segue em frente.

O San Paolo é um estádio com um ambiente terrível, mas o FC Porto tem experiência nessas situações, e pode aguentar a pressão.

Luís Castro está a conseguir estabilizar a equipa, e duas vitórias aumentaram a confiança dos jogadores.

Se o FC Porto jogar mais ligado, com um meio-campo mais consistente e compacto, será um osso muito duro de roer para o Nápoles.

Benitez, é certo, tem muito mais experiência, e adora provas a eliminar, onde é bem mais forte do que nos campeonatos.

E a equipa tem armas poderosas, desde Higuain a Hamsik, passando por Calejon e Zapata.

Será certamente um jogo muito interessante e bem disputado, mas para já a vantagem é do FC Porto.

 

Quanto aos adversários, alguns apontamentos curiosos:

- O Valência está praticamente apurado, mas a Juventus, que todos dizem ser o clube mais forte da Liga Europa, não conseguiu melhor que empatar em casa, 1-1, com a Fiorentina. A segunda mão, em Florença, não será fácil para a equipa de Conte, que apesar de dominar o campeonato, não consegue bons resultados nas competições europeias.

- Se a Juventus cair, Benfica e FC Porto, se passarem, ganham o estatuto de principais favoritos, ao lado do Valência e da Fiorentina.

- Dos outros clubes, os únicos perigosos são o Lyon, e o imprevisível Red Bull Salzburg, que tem sido uma excelente surpresa este ano.

Será que a Red Bull dá mesmo asas ao clube austríaco? E até onde pode ele voar?

 

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publicado às 10:30

Há muitos anos que oiço dizer que o FC Porto é o clube que tem o maior orçamento do futebol português.

Foi verdade várias vezes, mas este ano não é verdade.

Com os números já disponíveis para o primeiro semestre da época em que estamos, o Benfica gastou 49,9 milhões de euros, e o FC Porto ficou abaixo, nos 48,6 milhões de euros*. 

Se entendermos orçamento apenas como as despesas totais dos clubes (sem considerar as receitas); temos que há uma mudança muito importante este ano nas contas do futebol nacional.

Embora sejam ainda as contas só do primeiro semestre, mostram uma tendência evidente.

Este ano, o Benfica é quem tem o orçamento mais elevado!

Ora, a última vez que isto aconteceu foi precisamente na época em que o Benfica foi campeão pela última vez!

Em 2009/2010, no final do ano a despesa total do Benfica ascendeu a 72,5 milhões de euros, enquanto a do FC Porto se ficou pelos 52 milhões.

 

Porém, nas três últimas épocas, foi o FC Porto quem ficou à frente nas despesas totais.

Olhando para os relatórios de contas dos clubes, é fácil de verificar o que se passou.

Em 2010/2011, o FCP teve uma despesa total de 86,3 milhões de euros, e o Benfica ficou um pouco abaixo, nos 83,3 milhões de euros.

Em 2011/2012, a diferença foi um pouco maior, o FCP chegou aos 91,4 milhões de despesa, e o Benfica manteve-se nos 83,5.

No entanto, na época passada, a diferença entre os dois voltou a diminuir.

Em 2012/2013, o FCP gastou um total de 96,5 milhões de euros, e o Benfica ficou nos 92,6 milhões.

 

O que podemos concluir sobre isto?

A primeira conclusão importante a retirar é que o clube com maior orçamento costuma ser campeão.

Ou seja, quem gasta mais, ganha mais. 

Foi isso que se passou nas últimas quatro épocas, e tudo aponta para que se venha de novo a verificar este ano, pois a vantagem do Benfica no campeonato é bastante folgada.

A segunda conclusão a retirar é que uma das verdades mais repetidas no futebol português, de que o FC Porto tem mais do dobro do orçamento do Benfica, é totalmente falsa.

Uns anos tem um orçamento mais elevado, noutros fica abaixo, mas nada que se pareça a esses exageros de ter o dobro do orçamento!

 

* todos os números são retirados dos relatórios de contas dos clubes.

 

 

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publicado às 10:41

Normalmente, quem paga mais é campeão.

A relação entre os salários de uma equipa e a os títulos de campeão é sempre muito forte, e faz sentido.

As equipas que têm os melhores jogadores e treinadores são normalmente mais bem sucedidas, e quem tem os melhores tem de lhes pagar muito bem.

Por isso, quem paga mais, tem mais possibilidades de ser campeão.

 

É isso que tem acontecido em Portugal, nos últimos doze anos.

Só por duas vezes, em 2002 e 2005, o campeão não foi o que gastava mais em salários.

Em 2003, 2004, o FC Porto de Mourinho foi campeão, e era o que gastava mais.

O mesmo se passou com o FC Porto de Co Adriaanse e Jesualdo Ferreira, entre 2006 e 2009; e com o FC Porto de Villas-Boas e Vítor Pereira, entre 2011 e 2013.

Em todos esses anos, o FC Porto foi campeão e também foi a equipa que mais gastou em salários, e portanto a que melhor e mais bem pagos jogadores tinha.

E, no ano em que Jesus foi campeão, em 2010, foi o Benfica a equipa que mais gastou em salários, o que só confirma a regra que quem paga mais é, quase sempre, campeão.

 

E este ano, quem vai à frente na despesa em salários e quem vai à frente no campeonato? Pois é, o Benfica.

Segundo o relatório semestral à CMVM, o Benfica gastou com os seus jogadores e treinadores cerca de 23 milhões de euros em seis meses.

Já o FC Porto fica-se pelos 17,8 milhões de euros, bastante abaixo do rival, o que não é de estranhar, pois esta época não tem Hulk, Moutinho, James, e jogadores como Josué, Licá, Carlos Eduardo ou Ghilas ganham muito menos, e também valem muito menos.

 

A única coisa que é de estranhar não é o FC Porto estar atrás do Benfica, mas sim estar atrás do Sporting no campeonato.

Segundo o relatório de contas do Sporting, o clube gastou apenas 11,6 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores, menos de metade do Benfica e bem menos que o FC Porto. 

Seria de esperar que o Sporting estivesse em 3º e o FC Porto em 2º, mas a inversão de posições pode ser explicada pelos méritos do treinador.

Leonardo Jardim consegue expandir e potenciar o que tem, mas Paulo Fonseca não o tem conseguido, e apesar de ter um plantel mais valioso e bem pago do que o clube de Alvalade, arrisca-se a acabar em terceiro.

Já Jorge Jesus, está a fazer o que se espera dele.

Com muito bons jogadores e muito bem pagos, está sem surpresas em primeiro lugar, e só um desastre grave impedirá o título.

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publicado às 12:15

Ontem, Benfica e FC Porto fizeram o que se esperava, e seguiram em frente na Liga Europa.

Na Luz, o Benfica confirmou que é claramente mais forte do que o PAOK, vencendo com facilidade.

Em Frankfurt, o jogo foi espectacular, o FC Porto esteve com um pé fora, mas recuperou epicamente, e o empate 3-3 garantiu a passagem.

É na Liga Europa que os clubes portugueses mais podem ter sucesso, pois a Champions está fora do nosso alcance neste momento.

Quem tem visto os jogos percebe que equipas como o Real Madrid, o Bayern, o Barcelona, o Paris Saint Germain, o Dortmund, o Chelsea ou o Atlético de Madrid estão noutra galáxia.

Mesmo o City ou o Arsenal, já para não falar no Zenit e no Schalke, não têm qualquer hipótese de seguir em frente.

Repare-se que o FC Porto teve muitas dificuldades contra o 13º da Bundesliga, o Eintracht; mas o Real Madrid goleou o Schalke em Gelsenkirchen por 6-1.

Há uma diferença colossal entre certas equipas europeias e as nossas, e por isso é preferível ser bom na Liga Europa em vez de ser humilhado na Champions.

 

Agora, seguem-se dois adversários muito fortes. Para o FC Porto, o Nápoles; para o Benfica, o Tottenham.

Comparem-se as qualidades em ambos os confrontos, para estimar as probabilidades das equipas portuguesas.

Em termos de ranking da UEFA, o FC Porto é o 11º, enquanto o Nápoles é o 31º. 

Nos últimos cinco anos, o FC Porto é uma equipa mais habituada do que a italiana a jogar bem na Europa.

Porém, se olharmos apenas para o coeficiente desta época, o Nápoles está à frente, pois fez uma fase de grupos da Champions bem melhor.

Quanto a treinadores, os italianos levam vantagem: Benitez é muito mais experiente que Paulo Fonseca, já venceu uma Champions e uma Liga Europa, com Liverpool e Chelsea.

Em termos de valor do plantel, segundo o site transfermarkt, o do Nápoles vale 253 milhões de euros, e tem jogadores muito bons como Reina, Hamsik, Higuain, Callejón, embora a defesa não seja muito forte.

Já o FC Porto, tem um plantel avaliado em 183 milhões de euros, com Jackson, Mangala e Fernando.

É difícil dizer quem é mais forte, e internamente estão ambos em 3º nas respectivas ligas, um pouco abaixo do que se esperava.

Segundo o Euro Club Index, o Nápoles tem mais possibilidades de chegar à final (8,8%) do que o FC Porto (5,5%), mas a diferença é curta.

Será uma eliminatória imprevisível, com uma pequena vantagem para os italianos, pois jogam a segunda mão em casa.

 

No caso do Benfica e dos ingleses, as coisas são também equilibradas.

No ranking da UEFA, o Benfica é o 6º classificado, enquanto o Tottenham está apenas em 19º lugar.

No ano passado, os Spurs ficaram-se pelos quartos-de-final da liga Europa, tendo sido eliminados pelo Basileia, enquanto o Benfica chegou à final de Amesterdão.

No que toca a treinadores, parece-me que o Benfica tem clara vantagem, pois Jesus é muito mais experiente e bem sucedido do que Tim Sherwood.

Já quanto ao valor dos plantéis, são os ingleses têm vantagem.

No transfermarkt, o clube inglês tem uma equipa avaliada em 271 milhões de euros, com jogadores como Lloris, Vertonghen, Dembelé, Eriksen, Lamela, Lennon, Soldado ou Adebayor

Quanto ao Benfica, tem uma equipa avaliada em 190 milhões de euros, com jogadores como Garay, Salvio, Gaitan, Cardozo ou Markovic.

Porém, segundo o Euro Club Index, o Benfica tem mais possibilidades de chegar à final que o Tottenham, 12,4% contra 6% dos ingleses, o que demonstra uma certa vantagem encarnada.

Será também uma eliminatória muito equilibrada e empolgante, embora me pareça que o Benfica é ligeiramente favorito, até porque joga a segunda mão na Luz.

 

 

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publicado às 10:16


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.

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