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Será que Benfica e FC Porto têm boas hipóteses de vencer a Liga Europa?

A resposta é sim, sobretudo o Benfica.

No site Euro Club Index, onde se calcula a probabilidade que cada clube tem de vencer uma determinada competição, baseado em cálculos estatísticos que levam em conta os resultados e a força da equipa, o Benfica está em 2º lugar.

Ou seja, o Benfica é o segundo candidato mais forte à Liga Europa, com uma probabilidade de vitória de 12,4%.

Está logo a seguir à Juventus, que tem uma probabilidade de vencer de 25,7%, e à frente do Valência, cuja probabilidade é de 10,4%.

 

Este estatuto não admira, pois o Benfica é neste momento o 6º no ranking da UEFA, com 112693 pontos acumulados.

Quando Jesus pegou na equipa há cinco anos, era o 26º ou 27º, e tem vindo sempre a subir.

É pois uma equipa muito forte na Europa, e na quinta-feira dificilmente se deixará surpreender pelo PAOK.

O clube grego é o 60º no ranking da UEFA, e o site Euro Club dá-lhe uma propabilidade de 0% de vencer a Liga Europa.

E, se compararmos o valor dos dois plantéis, a diferença é igualmente profunda: o do Benfica vale 190,7 milhões de euros, e o do PAOK vale apenas 58,75 milhões de euros, o que é menos que o plantel do Braga.

Não é pois provável que o PAOK possa surpreender a Luz, e o Benfica seguirá em frente.

 

E quanto ao FC Porto, como é que estamos?

Devido ao mau resultado da primeira mão, o FC Porto caiu no ranking do Euro Club.

Há uma semana, era o quarto candidato mais forte a vencer a Liga Europa, mas agora está em 7º lugar, com uma probabilidade de vitória na Liga Europa de apenas 5,5%.

É menos que o Benfica, mas ainda assim coloca o FC Porto como uma das equipas com mais responsabilidades na competição, que já venceu.

Será estranho que uma equipa como o Eintracht de Frankfurt consiga eliminar o FC Porto, pois a diferença entre as duas equipas é considerável.

No mesmo índice do Euro Club, o Eintracht é apenas a 15ª equipa com possibilidades de vencer a Liga Europa, com uma probabilidade muito pequena, de 1,5%.

 

E, se compararmos o ranking da UEFA, as diferenças também são muito cavadas: o FC Porto é o 11º no ranking da UEFA, com 97693 pontos nas últimas cinco épocas, enquanto o Eintracht não passa do 78º lugar, com apenas 26985 pontos acumulados.

O valor dos plantéis também apresenta diferença considerável.

Segundo o transfermarkt, o plantel do FC Porto vale 183,2 milhões de euros, enquanto o do Eintracht vale apenas 83,8 milhões de euros, menos que o plantel do Sporting.

Portanto, será uma desilusão o FC Porto ser eliminado pela equipa alemã, mas a verdade é que o FC Porto tem este ano surpreendido pela negativa, e por isso ser eliminado é uma real possibilidade. 

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publicado às 09:52

Ontem, no derby, foi evidente a superioridade do Benfica, que ganhou bem e mostrou uma competência e uma capacidade muito fortes.

A forma como a equipa acelera e ataca é vertiginosa, e a forma como defende, que era o ponto fraco no início da época, está cada vez mais eficiente, concentrada e compacta.

Acho que ninguém já terá dúvidas hoje da previsão que aqui fiz em Dezembro, de que o Benfica é o mais forte candidato ao título este ano, e que só não será campeão se cometer erros disparatados nos pequenos jogos.

Além de estar mais forte e muito eficaz, o Benfica tem dois adversários que têm problemas. 

O FC Porto está abalado e instável, e o Sporting tem ainda alguma imaturidade para se manter ao mesmo nível.

 

É evidente que, como Jesus e o presidente já disseram, o campeonato é o objectivo primordial.

Perdida a possibilidade, bastante fantasiosa, de chegar à final da Champions que será na Luz, é claro que todos querem ser campeões nacionais.

Mas, parece-me que estando a equipa a jogar tão bem, e tendo demonstrado uma superioridade tão evidente nos confrontos com FC Porto e Sporting, julgo que o Benfica deve aspirar também a vencer as outras duas competições nacionais, Taça de Portugal e Taça da Liga.

Na primeira, teremos duas mãos, uma no Dragão, outra na Luz, e considero que o Benfica tem capacidade para eliminar o FC Porto e estar presente no Jamor.

O mesmo se passa na Taça da Liga, seja contra quem for a meia-final. 

Embora estes jogos não devam desconcentrar o Benfica do objectivo campeonato, é possível ir às duas finais, a equipa tem soluções para isso, e no final do mês ainda haverá Salvio, já recuperado da lesão.

 

Por fim, a Liga Europa.

Ao contrário do presidente Luís Filipe Vieira, eu nunca achei possível o Benfica chegar à final da Champions, mas acho muito possível chegar à final da Liga Europa outra vez.

Há equipas muito boas, mas o Benfica é uma delas.

No site Euro Club Index, onde são calculadas as probabilidades das equipas vencerem a Liga Europa, o Benfica aparece em 3º lugar, com 10,3% de probabilidade de ser o vencedor.

Acima do Benfica, só a Juventus, com 19,6% de probabilidade de ser a vencedora, e o Tottenham, com 13,2% de probabilidade de vencer a Liga Europa.

Atrás da equipa da Luz, estão o FC Porto, com 9%, o Shakhtar Donetsk, com 8%, e o Nápoles, com 7%.

Portanto, não há razão nenhuma para Benfica e FC Porto não aspirarem a ir o mais longe possível, e nenhum deve deixar de tentar.

Até porque, e ao contrário do que se costuma dizer, não há uma diferença financeira tão grande entre as duas competições.

Em 2011/2012, o Benfica chegou aos quartos-de-final da Champions, onde foi eliminado pelo Chelsea, e recebeu em prémios da UEFA a quantia de 22,3 milhões de euros.

Em 2012/2013, o Benfica fez a fase de grupo da Champions, e seguiu para a Liga Europa, chegando à final, e faturando um total de prémios da UEFA de 21,7 milhões de euros, apenas menos 600 mil euros que no ano anterior.

Ou seja, atingir a final da Liga Europa vale quase tanto como os quartos-de-final da Champions, e é por isso que esse objetivo deve ser tentado.

 

Em conclusão: a jogar como tem jogado, o Benfica deve atacar em todas as frentes ao mesmo tempo, e não se concentrar apenas numa.

É assim com todas as grandes equipas da Europa, nunca desistem de objetivos, principalmente quando têm qualidade para aspirar a alcançá-los. 

 

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publicado às 11:50

Como aqui escrevi logo depois da segunda jornada da Champions, este ano FC Porto e Benfica não têm andamento para a maior competição europeia.

Após as derrotas contra o Atlético de Madrid, no Dragão, e contra o PSG, em Paris, pareceu-me que ambas as equipas só podiam aspirar à Liga Europa.

Como se viu ontem, e na terça, assim foi. 

 

Apesar de tudo, o Benfica portou-se bem melhor do que o FC Porto, pois conseguiu fazer 10 pontos, o que é muito na Champions, e é pena que não dê para seguir em frente.

Foi sobretudo o jogo com o Olympiakos em casa, no meio de grande chuvada, que estragou tudo. Tivesse o Benfica vencido esse jogo e outro galo cantaria, mas a verdade é que não venceu.

De qualquer forma, dos 8 clubes que caiem para a liga Europa, o Benfica foi o segundo melhor, só ultrapassado pelo Nápoles, que mesmo fazendo 12 pontos não conseguiu seguir em frente.

Atrás do Benfica, e a caminho da Liga Europa, estão Shaktar, Basileia e Ajax, com 8 pontos na fase de grupos da Champions, Juventus, com 6; FC Porto, com 5 pontos, e Victoria Pilzen, com apenas 3 pontos.

 

Como se vê, para o FC Porto foi um ano muito mau na Champions. 

Apenas uma vitória, em Viena, dois empates, em São Petersburgo e em casa com o Áustria, e 3 derrotas, duas das quais em casa.

Julgo que é o pior ano de sempre dos azuis e brancos na Champions, e só a vitória na primeira jornada, na Áustria, lhes garantiu a Liga Europa, pois acabaram por ficar com os mesmos pontos que o último classificado, o Áustria.

Longe vão os tempos em que o presidente Pinto da Costa e o capitão da equipa, Lucho, diziam que tinham um forte desejo de jogar a final na Luz.

Na realidade, essas frases, tal como os desejos de Vieira e Jesus, eram puro delírio, e mais valia não terem sido proferidas pois agora soam a um atroz ridículo.

 

E quanto a dinheiro, como foram as coisas?

O Benfica já embolsou 12,3 milhões de euros, sendo que 8,6 milhões são o prémio de presença, 3 milhões são pelas 3 vitórias; meio milhão é pelo empate; e há ainda 200 mil euros pela passagem à Liga Europa.

Quanto ao FC Porto, o valor é um pouco menor, apenas 10,8 milhões de euros. São 8,6 milhões pela presença, 1 milhão pela única vitória, 1 milhão pelos 2 empates, e mais 200 mil euros pela passagem à Liga Europa.   

 

Para ambos os clubes, sobretudo para o FC Porto, é um pouco abaixo do que tinham estimado, pois ambos estavam a contar com mais 3,5 milhões do prémio por ir aos oitavos de final, que não veio.

Mas, ambos têm possibilidade de recuperar estes valores na Liga Europa, sobretudo se chegarem à final.

Chegar à final da Liga Europa é muito semelhante a ir aos quartos de final da Champions, e melhor do que ficar pelos oitavos.

O ano passado, o Benfica faturou 21,7 milhões em prémios totais da UEFA (incluindo fase de grupos da Champions e ida até à final da Liga Europa em Amesterdão), apenas um pouco menos do que no anterior, em que facturou 22,37 milhões e chegou aos quartos de final da Champions, sendo eliminado pelo Chelsea.

 

Portanto, se FC Porto e Benfica se empenharem, e conseguirem ir até à final da Liga Europa, o rombo financeiro será muito pequeno.

É isso possível?

Há equipas fortes, além das que caiem da Champions, onde estão Nápoles, Juventus, Ajax ou Shaktar. 

O Valência, a Lazio, o Tottenham, o Sevilha, são equipas difíceis, mas penso que tanto Benfica como FC Porto estão no lote dos favoritos.

Veremos como as coisas correm, e como será o sorteio. 

Mas, seja como for, é evidente que a Liga Europa é que é competição mais adequada para os clubes portugueses.

A Champions não é para o nosso dente.  

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publicado às 16:05

A SAD do Benfica aprovou as contas do ano que terminou em Junho, onde apresentou um prejuízo de 10,3 milhões de euros, um pouco menos do que na época anterior.

É importante lembrar que nestas contas estavam incluídas duas importantes vendas de jogadores, Witsel e Javi Garcia, mas mesmo assim a SAD deu prejuízo, pois o elevado investimento em novos jogadores (Salvio, Ola John, Lima, etc) comeu os ganhos.

Por outro lado, houve ligeiras perdas em receitas de bilheteira, e em prémios da UEFA. 

Além disso, os resultados financeiros continuam com perdas consideráveis, em juros e afins, nos 22,6 milhões de euros, e isso desequilibra as contas.

O Benfica está muito "alavancado", com uma dívida bancária de curto prazo elevada, nos 162 milhões de euros, e com dívidas a fornecedores de 49 milhões de euros e a outros credores de 47,3 milhões de euros.

É muita dívida.

Bem sei que o Benfica tem activos valiosos: o estádio e as infraestruturas que o rodeiam, o centro de estágio do Seixal, a marca, o valor dos passes dos jogadores.

Mas, a opção pelo endividamento tem custos altos, e infelizmente os resultados desportivos deixaram a desejar.

Se a equipa tivesse ganho a Liga Europa e o campeonato, esta dívida elevada justificava-se, mas assim deixa uma sensação estranha de inutilidade.

Talvez fosse bom o Benfica "desalavancar".

Pagar dívida com mais dívida, a taxas de 6 ou 7% é caro, e não resolve o problema do "fair play" da UEFA, que obriga os clubes a não terem 3 anos seguidos de prejuízos.

É certo que, com a Benfica TV a correr muito bem (mais de 230 mil assinantes), o Benfica poderá contar com 15 milhões de lucros adicionais vindos das receitas televisivas.

Só isso quase chega para dar lucro em Junho de 2014.

Mesmo que a carreira europeia não corra muito bem, seja na Champions, seja na Liga Europa, bastará ao Benfica vender em Janeiro um ou dois jogadores bem vendidos, para o ano ser mais equilibrado.

Contudo, acho que o clube podia "desalavancar", aumentando os seus capitais próprios e diminuindo a sua dívida de curto prazo.

Há duas formas de o fazer: transformando dívidas em capital ou aumentado os seus capitais em bolsa.

A primeira opção, já seguida pelo Sporting e aconselhada também pela UEFA, é perfeitamente possível.

Mas, com o bom momento que se vive nas bolsas, incluindo na portuguesa, o cenário de um aumento de capital pode ser muito atrativo.

O Benfica pode perfeitamente conseguir mais 30 ou 40 milhões de euros através da subscrição de novas acções, dispersando mais capital na bolsa.

O argumento da Benfica TV, bem como a melhoria visível da performance da equipa, permitem avançar para uma solução dessas.

Seria inteligente, pois traria um equilíbrio financeiro mais saudável à SAD, diminuindo a sua dívida e a sua dependência do financiamento bancário.

Eu sei que o futebol não tem tanto apelo bolsista como os CTT e outras empresas, mas com as poupanças que existem por aí, ir à bolsa pode ser a solução. 

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publicado às 09:46

Esta semana, ficou mais uma vez evidente que os clubes portugueses têm poucas hipóteses de chegar longe na Liga dos Campeões.

Na terça, o FC Porto foi derrotado em casa pelo cada vez mais forte Atlético de Madrid, que ganhou com justiça, e revelou ser uma equipa muito mais poderosa que a portuguesa.

Na quarta, o Benfica foi reduzido a escombros em meia hora pelo Paris Saint German de Ibrahimovic, e mostrou todas as suas evidentes fraquezas.

É certo que ambas as equipas podem aspirar a passar à fase seguinte, os oitavos de final, mas é um delírio pensar que podem ir muito mais longe do que isso.

O andamento de um Bayern, de um Borussia Dortmund, de um Arsenal, de um Real Madrid ou de um Barcelona, e até o andamento dos dois clubes com que os portugueses jogaram esta semana, é muito superior ao nosso, e não vale a pena alimentar ilusões.

Pelo simples facto da final se jogar este ano na Luz, logo os portugueses começaram a delirar.

De um lado, o Benfica, admitindo ser seu objectivo jogar a final em casa.

Do outro, o FC Porto, onde vários jogadores, como o capitão Lucho, falaram do gozo que lhes daria jogar uma final no campo do rival.

Sim senhor, e eles pensam que enganam quem?

Não seria melhor descerem à terra e deixarem-se de fantasias infantis?

A Champions não é para o nosso dente, essa é que é essa, e é quase impossível um clube português repetir a proeza do FC Porto de Mourinho.

Analisem-se só estas estatísticas simples, comparando a antiga Taça dos Campeões Europeus com a actual Liga dos Campeões.

Na antiga competição, existiram 37 finais, entre 1956 e 1992.

Os 74 clubes finalistas eram provenientes de 13 países diferentes, onde se incluíam os quatro grandes (Inglaterra, Itália, Alemanha e Espanha), mas também outros, como a Holanda, Portugal, a Jugoslávia, a Escócia, a Roménia, a França, a Grécia, a Bélgica ou a Suécia.  

Ou seja, todos estes países viveram a alegria de, pelo menos uma vez, colocar um clube nacional na final dos Campeões Europeus.

No caso português, houve oito finalistas (Benfica 7, FC Porto 1), o que dá uma proporção de 10,8 por cento de finalistas portugueses (8 em 74).

Podemos dizer, de forma simplista, que qualquer campeão português tinha uma probabilidade de 11 por cento de chegar à final!

Contudo, a partir de 1993, com a chegada da Liga dos Campeões, tudo mudou.

Em 21 anos de competição, apenas sete países tiveram finalistas na Champions, mas apenas 5 dos 42 finalistas não eram dos 4 países grandes!

Só o Ajax, o Marselha por duas vezes, o FC Porto e o Mónaco chegaram à final, os outros 37 finalistas eram sempre espanhóis, italianos, ingleses ou alemães.

No caso específico de Portugal, houve 1 finalista em 42, uma proporção de 2,5 por cento.

Portanto, entre a Taça dos Campeões Europeus e a Liga dos Campeões, a probabilidade de um clube português ir à final desceu a pique, de 11 para 2,5 por cento.

Os tubarões, que são muito mais na Champions, dominam sempre e todos os anos ganham mais dinheiro que os outros, aumentando ainda mais o fosso da desigualdade.

Sendo assim, e se os clubes portugueses desejam ganhar taças, melhor é que apostem na Liga Europa, onde a nossa possibilidade de chegar à final é muito maior.

Em 90 finais, juntando as antigas Taça das Taças e Taça UEFA, os portugueses tinham ido a três (Sporting e FC Porto nas Taças, Benfica na UEFA).

Desde que o formato mudou e há só uma competição, Liga UEFA/Europa, em onze épocas apenas, já cinco clubes portugueses estiveram na final (FC Porto 2, Sporting, Braga e Benfica).

E quem acha que financeiramente a Liga Europa é menos interessante, está a exagerar.

Em 2011/2012, o Benfica facturou 23 milhões de euros em prémios da UEFA, por ter chegado aos quartos de final da Champions.

Mas, o ano passado, com fase de grupos na Champions e depois caminhada até à final da Liga Europa, o Benfica chegou aos 22 milhões de euros de prémios, uma diferença quase irrelevante.

O caminho é pois esse: ir à fase de grupos da Champions, tentar chegar aos quartos; ou então deixar-se cair logo para a Liga Europa, tentando vencê-la.

Agora, pensar em ganhar a Champions é um puro delírio.

Os jogos do Dragão e de Paris são a prova disso. 

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publicado às 10:31


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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