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Quase todos os meses, faço aqui uma avaliação dos treinadores e das equipas, usando para isso o indicador da percentagem de vitórias.

A percentagem de vitórias obtém-se dando a cada empate metade dos pontos de uma vitória.

Nas percentagens de vitórias, os empates valem 1 ponto, e as vitórias valem 2 pontos.

A soma dos pontos deve depois ser dividida pelo total máximo de pontos que se podia obter nos jogos já disputados.

Se um clube tem 10 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, ficará com 20 pontos pelas vitórias mais 3 pelos empates, ou seja 23 pontos.

Dividindo por 23 por 30 pontos (15 jogos vezes 2 pontos), teremos uma percentagem de vitórias de 76,6%. 

 

Como está o Benfica no final do mês de Janeiro?

O clube já disputou 28 jogos, tendo obtido 21 vitórias, 4 empates e 3 derrotas.

Assim, soma um total de 46 pontos em 56 possíveis, o que dá uma percentagem de vitórias de 82,1%.

O Benfica melhorou muito em relação ao início da época, e mesmo em relação ao início de Janeiro, quando tinha 79,1% de percentagem de vitórias.

A equipa de Jesus está pois no bom caminho, à frente do campeonato e em quatro frentes ainda.

 

Quanto ao FC Porto, disputou até agora 29 jogos, pois venceu a Supertaça.

Tem 18 vitórias, 6 empates e 5 derrotas em todas as competições.

Somou 42 pontos em 58 possíveis, o que dá uma percentagem de vitórias de 72,4%. 

Apesar de estar bem abaixo do Benfica, o FC Porto melhorou ligeiramente em Janeiro, pois no início do mês estava nos 72%.

Continua também em quatro frentes, mas está em terceiro no campeonato.

Resta saber se seguirá na Taça da Liga, ou se o atraso no início do jogo contra o Marítimo tem consequências mais graves.

 

Por fim, o Sporting, de Leonardo Jardim.

O clube disputou apenas 21 jogos, pois não está nas competições europeias.

Além disso, já foi eliminado da Taça de Portugal e da Taça da Liga, pelo menos para já.

Obteve 14 vitórias, 5 empates e sofreu apenas 2 derrotas.

Somou 33 pontos em 42 possíveis, o que dá uma percentagem de vitórias de 78,5%.

O Sporting também melhorou desde o início de Janeiro, quando tinha uma percentagem de vitórias de 76,4%.

 

Em conclusão, podemos dizer que Janeiro foi um mês bom para os três clubes, mas bastante melhor para o Benfica do que para Sporting e FC Porto.

A verdade é que os três clubes estão fortes, o que faz prever uma continuação de época com muita luta.

Há anos que não se via uma época tão equilibrada.

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publicado às 09:49

Qual a probabilidade do Benfica vencer o FC Porto no domingo, na Luz?

Para responder a esta pergunta, podemos olhar para o histórico geral de todos os campeonatos nacionais, que dá vantagem ao Benfica, ou para o histórico da última década, que dá uma ligeira vantagem ao FC Porto.

Ou, em alternativa, podemos consultar um índice europeu mais sofisticado.

 

O site Euro Club Index organiza um ranking estatístico da performance dos clubes, seja para as ligas nacionais, seja para as competições europeias. 

Esse ranking é alimentado pelos resultados dos jogos todas as semanas.

Cada clube tem um determinado número de pontos (o seu valor ECI), que mostra a força desportiva relativa do clube, num determinado momento no tempo, e também o desenvolvimento dessa força relativa ao longo do tempo.

 

Neste momento, o FC Porto é o 14º classificado do ranking europeu, com um valor ECI de 3209, e o Benfica está logo atrás, em 15º, com um valor ECI de 3202.

Além de calcular o valor ECI em cada momento, o site faz também previsões sobre jogos e sobre possíveis vencedores das ligas europeias.

Para isso, leva em consideração o histórico dos clubes em cada competição, e é por isso que para a Liga Europa, por exemplo, o Benfica aparece como o 3º candidato mais forte.

Em primeiro lugar está a Juventus, com 19,6% de probabilidade de vencer a liga Europa, seguida pelo Tottenham, com 13,2% de probabilidade, e do Benfica, que tem 10,3% de probabilidade de vencer a competição.

Logo atrás do clube encarnado está o FC Porto, com 9% de probabilidade, e o quinto classificado é o Shakhtar Donetsk, com 8%.

 

E para o jogo da Luz, há alguma perspectiva que o ECI nos dê?

Sim, há. Para calcular as probabilidades para um determinado jogo, o site leva em consideração o valor do índice ECI, o factor casa, e ainda as probabilidades normais de um jogo de futebol.

Dessa forma, as probabilidades que o site apresenta para o jogo Benfica-FC Porto são as seguintes:

43% de probabilidade de vitória do Benfica

30% de probabilidade de empate

27% de probabilidade de vitória do FC Porto. 

 

Portanto, e apesar do Benfica ser favorito, porque joga em casa e porque tem um valor ECI muito semelhante ao do FC Porto, a verdade é que as possibilidades de uma vitória azul e branca são elevadas.

Não se esperava aliás outra coisa: nas últimas quatro épocas, na Luz o Benfica só venceu uma vez, em 2010, empatando no ano passado, e perdendo duas vezes, contra Villas-Boas e contra Vítor Pereira no seu primeiro ano como treinador.

 

Já agora, e para não nos ficarmos apenas por aqui, quais as probabilidades para o jogo Estoril-Sporting?

O Sporting está em 54º lugar no ranking ECI, e o Estoril em 190º lugar.

Para o ECI, há 22% de probabilidades de uma vitória caseira do Estoril, 29% de probabilidade de dar empate, e 49% de probabilidade do clube de Alvalade vencer fora de casa.

Esta última é uma probabilidade alta, mais alta do que a do Benfica vencer o FC Porto na Luz, por isso não seria motivo de admiração que o Sporting acabasse a primeira volta à frente do campeonato.

Mas Marco Silva, treinador do Estoril, já provou que sabe o que faz, por isso esse jogo vai ser entusiasmente de certeza.  

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publicado às 11:00

Desde o início da época que o Benfica tem vindo a melhorar muito, e neste momento os seus resultados já são melhores do que os de FC Porto e Sporting.

Apesar de ter tido a equipa fustigada por lesões de vários jogadores (Sálvio, Cardozo, Siqueira, Ruben Amorim), o que não aconteceu aos rivais, e apesar de todos se queixarem da falta de "nota artística" no estilo de jogo dos encarnados, a verdade é que, pé ante pé, jogo a jogo, o Benfica tem vindo a crescer.

 

Vou mais uma vez usar aqui o indicador da percentagem de vitórias para comparar a performance dos três clubes grandes e dos três treinadores.

A percentagem de vitórias calcula-se dando 2 pontos a cada vitória, e um a cada empate, e depois dividindo essa soma por 2 pontos em todos os jogos, o máximo que se poderia obter.

Assim, se um clube tiver 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota, terá 6 pontos pelas vitórias (3x2), mais 1 pelo empate, ou seja 7. O máximo que poderia obter seriam 10 (2x5 jogos) e portanto a percentagem de vitórias é de 70 por cento (7/10).

Este indicador é útil, pois assim podemos comparar resultados com o passado, quando as vitórias valiam apenas 2 pontos, e inclui os empates, que em futebol podem ser determinantes.

 

E qual é a percentagem de vitórias de Jorge Jesus até agora?

O Benfica realizou 24 jogos. Venceu 17 (10 para o campeonato, 3 na Champions, 3 na Taça de Portugal e 1 na Taça da Liga).

Depois tem 4 empates (3 no campeonato, e 1 na Champions).

Quanto a derrotas, há 3, 1 no campeonato e 2 na Champions.

Portanto o Benfica tem 38 pontos (17x2 + 4), em 48 pontos possíveis (2 x 24).

Ora, 38/48 dá que o Benfica de Jesus tem uma percentagem de vitórias de 79,1%.

O Benfica tem vindo sempre a subir desde o início da época, a tendência é pois ascendente.  

 

Quanto ao FC Porto, os resultados são um pouco diferentes, para pior.

Os azuis realizaram até agora 25 jogos, mais 1 do que o Benfica, que foi a Supertaça. 

Têm 15 vitórias (10 no campeonato, 1 na Champions e 3 na Taça de Portugal).

Têm 6 empates (3 no campeonato, 2 na Champions e 1 na Taça da Liga), e têm 4 derrotas (1 no campeonato e 3 na Champions).

Assim, o FC Porto tem 36 pontos (2x15 + 6) em 50 pontos possíveis (2x25).

Paulo Fonseca e os azuis têm portanto uma percentagem de vitórias de 72%, ou seja 36/50.

Depois de começar muito bem a época, o FC Porto caiu muito, mas no último mês estabilizou, o que promete um grande jogo para domingo na Luz.

 

Por fim, mostrem-se os resultados do Sporting de Leonardo Jardim.

O Sporting disputou apenas 17 jogos, pois não está nas competições europeias.

Tem 11 vitórias (10 para o campeonato e 1 na Taça de Portugal), 4 empates (3 no campeonato e 1 na Taça da Liga) e 2 derrotas (1 no campeonato e 1 na Taça de Portugal).

Assim, tem 26 pontos (10x2 + 4) em 34 possíveis (17x2).

Leonardo Jardim apresenta pois uma percentagem de vitórias de 76,4%, ou seja de 26/34.

Os resultados do Sporting têm sido bastante estáveis desde o início da época, mas o facto de ter menos jogos que os rivais é preciso ser levado em consideração.

 

Em conclusão: depois de um arranque aos soluços, o Benfica está em claro ascendente, e Jesus ultrapassou os outros rivais em resultados. Pode não jogar um futebol bonito, mas vai ganhando e é neste momento o que está mais forte.

Será que vai dar para vencer o FC Porto na Luz?

 

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publicado às 11:13

Terminada a fase de grupos das competições europeias, tanto na Champions como na Liga Europa, no ranking da UEFA o Benfica está neste momento em 7º  lugar, e o FC Porto está em 10º lugar.

Mesmo sabendo que a ambos os clubes - FC Porto e Benfica - esta fase não correu bem, tendo ambos descido para a Liga Europa, a verdade é que o Benfica somou 10 pontos na fase de grupos, enquanto o FC Porto só somou cinco, e por isso a variação de ambos no ranking foi em sentido inverso.

O Benfica subiu de 9º para 7º, e o FC Porto desceu de 8º para 11º.

 

Confira aqui o ranking dos 10 mais da UEFA em Dezembro de 2013:

1º Barcelona, 149685

2º Bayern de Munique, 145899

3º Real Madrid, 144685

4º Chelsea, 132464

5º Manchester United, 124464

6º Arsenal, 111464

7º Benfica, 110593

8º Atlético de Madrid, 104685

9º Valência, 100685

10º AC Milan, 97621 pontos

11º FC Porto, 96593

 

A título de curiosidades, diga-se que na fase de grupos da Champions, o FC Porto foi afastado por um clube que está abaixo dele no ranking da UEFA, o Zenit, que é o 20º.

Já o Benfica foi afastado por 2 clubes que estão abaixo, o Paris Saint Germain, que é o 17º do ranking, e o Olympiakos, que está em 26º lugar.

 

É igualmente importante notar que os próximos adversários de Benfica e FC Porto na Liga Europa, PAOK e Eintracht de Frankfurt, não estão nos primeiros 50 lugares do ranking da UEFA. 

O Paok está em 58º lugar, e o Eintracht de Frankfurt está em 78º!

Por fim, vale a pena lembrar que o Sporting, apesar de não ter participado este ano nas competições europeias, continua nos 50 primeiros, em 31º lugar, ainda assim à frente do Braga, que é o 38º. 

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publicado às 11:48

Nos campeonatos de futebol, quem paga mais, ganha mais.

A regra de ouro é essa: quem mais gasta em despesa salarial (vencimentos e prémios), é normalmente campeão nacional.

É assim em Espanha, em França, em Itália, na Alemanha, muitas vezes em Inglaterra e é assim também em Portugal.

E quem é o clube que neste momento tem uma maior despesa salarial em Portugal?

Acertaram, é o Benfica! 

Segundo os relatórios de contas dos três grandes, divulgados ontem na CMVM, a despesa salarial do primeiro trimestre (Julho, Agosto e Setembro) é a seguinte*:

 

Benfica - cerca de 13 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores

FC Porto - cerca de 10 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores

Sporting - cerca de 7 milhões de euros em salários de jogadores e treinadores 

 

Se fizermos uma extrapolação destes valores para a despesa anual, veremos que o Benfica no final do ano deverá ter gasto em salários cerca de 52 milhões de euros (4 x 13), o FC Porto andará pelos 40 milhões (4 x 10) e o Sporting deverá ficar-se pelos 28 milhões de euros (4 x 7), o que sendo menos, não são tostões, como ontem disse com demagogia Inácio!

Assim sendo, a minha previsão é clara: este ano o Benfica é o mais forte candidato ao título, e provavelmente será campeão, pois tem os melhores jogadores, os mais bem pagos e motivados para vencer.

 

A despesa salarial é um bom indicador, não só da qualidade dos jogadores (se os jogadores são melhores isso reflete-se no seu salário); mas também da motivação dos jogadores (se são mais bem pagos têm maior incentivo para vencer).

Por isso, se não houver nenhum facto extraordinário, o clube que melhor paga é normalmente campeão.

Para quem não acredita, aqui fica uma prova importante: nos últimos 12 campeonatos em Portugal, essa regra verificou-se em 10 anos!

Em 10 casos num total de 12, foi campeão o clube que tinha a despesa salarial mais elevada.

Foi assim com o FC Porto, em 9 desses casos, nas épocas que terminaram em 2003 e 2004 (com Mourinho), na época de 2006 (com Co Adrianse), nas épocas de 2007, 2008 e 2009 (com Jesualdo); na época de 2011 (com Villas-Boas) e nas duas últimas épocas, 2012 e 2013 (com Vitor Pereira).

Mas também foi assim com o Benfica em 2010, na primeira época de Jorge Jesus, em que o clube teve a despesa salarial mais elevada, e foi por isso campeão.

 

Há excepções a esta regra?

Sim, há. Em Portugal e nos últimos 12 anos, há duas excepções.

Em 2002 e 2005, o FC Porto apesar de ser a equipa com maior despesa salarial, não foi campeão. Em 2002 foi o Sporting, e em 2005 foi o Benfica.

E o que se passou nesses dois casos? Em ambos o FC Porto cometeu o erro de despedir o treinador a meio da época, e não foi campeão.

Em 2002 despediu Octávio, e em 2005 despediu primeiro Del Neri e depois Fernandez, terminando com Couceiro.

Ou seja, a instabilidade no banco do FC Porto prejudicou a equipa, e o clube não foi campeão.

Assim, podemos dizer que se houver instabilidade no banco, é provável que a regra dos salários já não se verifique.

O despedimento de um treinador causa sempre perda à equipa, e pode retirar-lhe a possibilidade de ser campeão.

 

Portanto, e em resumo, as minhas previsões para a época 2013-2014 são as seguintes:

- O Benfica é este ano o mais forte candidato ao título, e deverá ser campeão, a não ser que haja qualquer calamidade imprevisível.

- O FC Porto deverá ser segundo, mas se despedir Paulo Fonseca pode arriscar-se a ficar em terceiro.

- O Sporting deverá ser terceiro, a não ser que o FC Porto mude de treinador, caso em que o Sporting pode ser segundo.


* Lendo os relatórios com atenção são estes os números da despesa salarial com jogadores e treinadores, diferentes e menores que a despesa salarial consolidada das SADs, que inclui outros items. No caso do Benfica, por exemplo, é necessário retirar as despesas salariais com outras empresas do clube, como a Benfica TV. 

 

 

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publicado às 10:31

O FC Porto tem tido uma anómala sequência de maus resultados.

Nos últimos cinco jogos, por exemplo, obteve 4 empates e apenas uma vitória, para a Taça, com o Guimarães.

Não conseguiu ganhar nem na Champions, empates com Zenit fora e com o Áustria de Viena em casa, nem no campeonato, empates com o Belenenses no Restelo e no Dragão com o Nacional.

Embora ainda não esteja arredado da Champions, é evidente que os resultados são muito abaixo do que se esperava.

No Dragão, o FC Porto não conseguiu ganhar nenhum dos 3 jogos, acumulando duas derrotas, com Atlético de Madrid e Zenit, e um empate, contra o fraquíssimo Áustria.

E, no campeonato, em apenas duas jornadas, o FC Porto viu esfumar-se uma importante vantagem de quatro pontos perante Benfica e Sporting, e lidera agora com apenas um ponto mais que os rivais.

 

Como explicar esta anormal perda de eficácia?

É claro que podemos dizer que Paulo Fonseca não está a demonstrar as qualidades esperadas, e não tem capacidade de liderança para um clube com o grau de exigência do FC Porto.

É possível, mas a verdade é que no arranque da época, a eficácia do FC Porto estava lá, e houve uma notável sequência de bons resultados.

Poderemos também dizer que os problemas de Pinto da Costa podem afetar o balneário, mas é pouco provável que exista uma ligação imediata, pois o incidente com a saúde do presidente foi no meio da série má, e não antes.

Quanto a mim, a explicação é mais profunda, e tem a ver com a qualidade dos jogadores.

Em Junho, o FC Porto vendeu dois grandes talentos, James e Moutinho, e essas saídas representaram uma perda importante, não estando os substitutos à altura.

Josué e Licá, por melhor que joguem, não valem o mesmo. Varela é intermitente, e nas alas há menos qualidade.

Quintero pode ser adorado pelos sócios, mas a verdade é que não joga muito, talvez por problemas físicos.

Lucho, por outro lado, está mais velho; e Herrera e Defour não são craques.

Por fim, há a estranha tristeza de Jackson, que parece não estar feliz nem inspirado, provavelmente porque desejava estar noutro clube desde o Verão.

Ao mesmo tempo, aquela que todos dizem ser a melhor defesa de Portugal - Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro - comete erros estranhos, parecendo os jogadores desconcentrados.

Há menos qualidade este ano no FC Porto, e mesmo a que ainda existe, que é muita, parece desligada e com falhas de confiança.

 

Um dos indicadores que aqui costumo apresentar, muito usado nas escolas de economia e gestão, é a percentagem de vitórias, ou "win percent".

A convenção internacional aplico, defende que para calcular o "win percent" se deve multiplicar por 2 o número de vitórias, e por 1 o número de empates, e depois dividir essa soma pelo total máximo de pontos que se pode obter, ou seja 2 vezes o número total de jogos.

Assim, sabemos que o FC Porto, até agora, já disputou um total de 18 jogos (10 no campeonato, 5 na Champions, 2 na Taça e 1 na Supertaça). 

Tem 11 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. 

Tem um total de pontos de 22 (2 x 11 vitórias) mais 5 (1x5 empates), ou seja 27, em 36 possíveis (2 x 18). 

O win percent do FC Porto é portanto de 75% (27 a dividir por 36).

Há dois meses atrás era de 85% e há um mês atrás era de 76,6%.

O FC Porto tem vindo pois a piorar desde há dois meses, o que é um motivo claro de preocupação.

 

E o Benfica, como está?

O Benfica comandado por Jorge Jesus disputou até agora 17 jogos, menos 1 que o FC Porto, pois não jogou a Supertaça.

Tem 11 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, o que dá um total de 25 pontos (2x11+3) em 34 possíveis (2x17).

O Benfica tem pois um win percent de 73,5%.

Subiu bastante, há dois meses este indicador estava em 66,6% e há um mês estava em 67,8%. 

 

O Sporting de Leonardo Jardim tem uma situação um pouco diferente, pois disputou apenas 12 jogos, uma vez que não está nas competições europeias.

Venceu 8, empatou 2 e foi derrotado por 2 vezes.

Tem 18 pontos (2x8 + 2) em 24 possíveis (2 x 12).

O win percent do Sporting é pois de 75%, idêntico ao do FC Porto e um pouco acima do Benfica, mas com menos jogos.

Também desceu nos últimos tempos, estava em 85,7% há dois meses, e em 80% no início de Novembro.

 

A conclusão que estes números mostram é pois óbvia: o Benfica está em clara ascensão, depois de ter começado mal a época, o FC Porto está em evidente perda, e o Sporting também perdeu alguma eficiência.

 

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publicado às 17:24

Depois de mais uma ronda de Liga de Campeões, confirma-se o que já aqui escrevi, que tanto o FC Porto como o Benfica têm muito poucas hipóteses de fazer boa carreira na prova.

A final, que este ano se disputa na Luz, parecia no início da época uma grande motivação para ambos.

O FC Porto dizia que gostava de ganhar a prova em casa do seu maior rival, e o Benfica dizia que queria ganhar a final em sua casa!

Ambas as afirmações me pareceram sempre um pouco delirantes, e ao fim de quatro jogos na Champions, acho que muitos já têm a mesma opinião que eu.

O FC Porto está a fazer uma prova muito abaixo do que é habitual, e já perdeu dois jogos em casa, com Zenit e Atlético.

O Benfica também não está melhor, com duas derrotas, em Paris e Atenas, sendo que esta última foi com o concorrente directo para o segundo lugar, o Olympiakos.

Embora matematicamente ambas se possam ainda apurar, começa a ser difícil.

Veremos o que nos dizem as próximas jornadas, mas com a eficácia mediana que têm apresentado, dificilmente as duas equipas portuguesas podem ir muito longe na competição.

O mais certo, neste momento, é ambas caírem para a Liga Europa, onde seriam certamente candidatas claras a chegar à final.

 

E como estamos de percentagens de vitórias?

Como os meus leitores habituais sabem, esse é um indicador que uso muito, pois é muito útil para fazer comparações em economia do desporto.

No futebol, a percentagem de vitórias calcula-se dando 2 pontos a cada vitória, e 1 a cada empate, somando o total, e dividindo depois pelo número máximo de pontos que se podia obter se tivessemos vitórias nos jogos todos.

Assim, um clube com 1 vitória e 1 empate, tem uma percetagem de vitórias de (2+1/4), ou 75%.

É um critério internacional, e dá-se 2 pontos por vitória para que os números possam ser comparados com o passado, quando era essa a pontuação.

 

Qual a percentagem de vitórias do FC Porto, de Paulo Fonseca?

Entre Supertaça, Campeonato, Champions e Taça, o FC Porto já disputou 15 jogos.

Obteve 10 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, ambas na Champions.

Ou seja, somou 23 pontos em 30 possíveis, e tem portanto uma percentagem de vitórias, ou "win percent", de 76,6%

Há um mês atrás estava bem melhor, em 85%, mas desceu um bom bocado, o que mostra que os resultados estão a piorar.

 

E qual a percentagem de vitórias do Benfica, de Jorge Jesus?

O Benfica disputou 14 jogos, menos um que o FC Porto, pois não jogou a Supertaça.

Venceu 8 jogos, empatou 3, e teve 3 derrotas, uma no campeonato e duas na Champions.

Ou seja, somou 19 pontos (2x8 + 3) em 28 possíveis (2 x 14), o que dá uma percentagem de vitórias de 67,8%.

Subiu ligeiramente no último mês (estava em 66,6%), mas ainda está muito abaixo do ano passado, onde chegou aos oitenta e tal por cento.

 

Por fim, qual a percentagem de vitórias do Sporting, de Leonardo Jardim?

É preciso recordar que o Sporting tem apenas 10 jogos disputados, nove para o campeonato e um para a Taça.

Desses, venceu 7, empatou 2 e foi derrotado uma vez, no Dragão.

Ou seja, somou 16 pontos (7x2 + 2), em 20 possíveis (10 x 2), o que dá uma percentagem de vitórias de 80%.

Também desceu um pouco, no último mês estava em 85,7%, e embora apresente um valor mais elevado do que os adversários, há que levar em conta que o grau de dificuldades dos jogos foi menor, pois não disputou jogos na Europa.

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publicado às 13:00

Quem paga mais aos seus jogadores é mais facilmente campeão?

Os números assim o confirmam, e em Portugal essa regra verifica-se quase sempre.

Mais uma vez, a época passada não foi excepção, e confirmou essa dura realidade dos números.

Segundos os relatórios de contas de ambas as equipas, publicados na passada semana, o FC Porto teve uma despesa salarial total com jogadores e treinadores de 50,8 milhões de euros, e o Benfica teve uma despesa salarial de 48,14 milhões de euros.

Ou seja, o campeão foi o que mais gastou, seja em salários, seja em prémios, e isso é um bom indicador da qualidade e da motivação dos seus profissionais.

Quem continua a achar que isso não é importante, deveria lembrar-se de que este não é um caso isolado.

Em Portugal, nas últimas 12 temporadas, em 10 delas verificou-se que quem pagou mais foi campeão.

É verdade que foi quase sempre o FC Porto, mas também é verdade que, em 2010, na época que o Benfica de Jesus foi campeão, foi o Benfica quem mais pagou!

É evidente que a equipa do Benfica nesse ano era muito boa, com Ramires, Di Maria, Coentrão, David Luiz, Javi Garcia, e com Aimar e Saviola em grande forma. A qualidade era muita, e a despesa salarial naturalmente foi alta, o que compensou no fim.

No entanto, em todos os outros anos, foi o FC Porto que teve uma despesa salarial mais elevada, e foi o FC Porto que venceu no fim.

10 anos em 12 é uma amostra muito forte.

Os únicos anos que não verificam a regra "quem paga mais é campeão", são as temporadas de 2001-2002, em que o Sporting venceu, e de 2004-2005, em que venceu o Benfica.

Em ambos os casos, os campeões não foram quem mais pagava, que era o FC Porto.

No entanto, essas foram temporadas atípicas, pois em ambas o FC Porto mudou de treinador a meio.

Da primeira vez, saiu Octávio e entrou Mourinho, mas não deu para ser campeão.

Da segunda, o FC Porto teve três treinadores: Del Neri, Fernandez e Couceiro, e também não deu para ser campeão.

Portanto, pode-se dizer que há uma regra de ouro: o campeão é o que paga mais, desde que não haja instabilidade no banco.

 

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publicado às 11:05

Todos sabiam, no início da época, que Jorge Jesus já arrancava mais fragilizado do que qualquer outro treinador.

Apesar de ter feito uma temporada excelente, falhara em três momentos essenciais: no campeonato, e nas finais da Liga Europa e da Taça de Portugal.

A dor dessa tripla perda, quando as vitórias estavam ao alcance da equipa, criaram uma revolta e uma frustração generalizadas nos adeptos.

Além disso, criaram também uma depressão no próprio Jesus, e de caminho uma cisão na SAD, onde Vieira se viu sozinho contra todos (Moniz, Rui Costa, etc), na decisão de manter o treinador.

Foi, é evidente, uma decisão de alto risco, mas se olharmos não apenas para as finais perdidas e mais para o historial do treinador do Benfica, foi uma decisão que fazia sentido.

Com Jesus, o Benfica subiu a um patamar de qualidade diferente, tanto nas provas nacionais como nas europeias.

Internamente, apesar de só ter ganho um título e 3 taças da Liga, a percentagem de vitórias do Benfica de Jesus é superior à de todos os treinadores dos últimos vinte e tal anos!

E, na Europa, Jesus levou o Benfica da 27ª posição no ranking até à 8ª, tornando o Benfica cabeça de série na Liga dos Campeões, pela primeira vez no seu historial.

Mas, é verdade, a fragilidade existia, a decepção fora profunda, e por isso parecia essencial começar bem esta época.

Em termos de recursos, o Benfica até melhorou.

O plantel é rico em soluções, há muito bons jogadores e mesmo aqueles que se temia irem abandonar a Luz, acabaram por ficar.

Ficou Matic, ficou Cardozo, ficou Garay, ficou Salvio, e ainda chegaram quatro sérvios de qualidade: Markovic, Djuricic, Sulemani e Fejsa.

Portanto, o nível de qualidade de recursos à disposição de Jesus até subiu em relação ao ano passado.

E Vieira já disse recentemente que este era "o melhor plantel dos últimos 30 anos", e que "aspirava vencer taças europeias", dando a entender que ambicionava chegar à final da Champions, que este ano se disputa na Luz. 

Contudo, a época arrancou mal, com uma derrota na Madeira.

Depois, a equipa pareceu reequilibrar-se e teve quatro vitórias (Gil Vicente, Paços, Guimarães, Anderlecht) e apenas um empate aceitável, em Alvalade.

Os dois últimos jogos é que foram penosos.

O empate contra o Belenenses chegou a ser escandaloso, e a derrota em Paris foi humilhante.

No espaço de apenas cinco dias, tudo voltou a estar em causa.

Os adeptos culpam o treinador e os jogadores, que parecem cabisbaixos e desmotivados, e os jornais fazem capas dizendo que o jogo de Domingo é decisivo para a carreira de Jesus.

Mas, será que mudar o treinador resolve alguma coisa? É essa a decisão certa?

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que a performance da equipa, não sendo miserável, está abaixo das expectativas criadas, sobretudo por Vieira, que não vendeu jogadores porque aspira a vencer taças!

A 5 pontos do FCP, e com já 3 pontos na Champions, nada está perdido, e não se pode considerar que tenha havido uma quebra pontual muito profunda, nem numa competição nem noutra.

Mas, é também preciso reconhecer que a equipa parece anémica, sem vontade de vencer, e que os jornais dizem existir problemas no balneário, com um mau relacionamento entre Jesus e os jogadores. 

Estaremos perante uma mini-crise, que com uma sequência de vitórias é afastada, ou perante algo mais profundo, uma quebra da eficiência do treinador, seja no campo técnico, seja no motivacional?

Será que Jesus deixou de saber gerir o grupo?

Estas são perguntas às quais é difícil responder, para quem não tem acesso aos segredos internos do balneário da Luz.

Porém, e admintindo que o cenário de saída de Jesus está em cima da mesa, alguém pode garantir que a equipa irá melhorar com outro treinador?

O mito da chicotada psicológica tem sido desmontado nos últimos anos por muitos estudos que comparam a eficiência das equipas antes e depois da mudança de treinador.

O que se tem verificado, em Inglaterra, Espanha ou Alemanha, onde o tema foi estudado com alguma profundidade, é que mudança de treinador não altera singificativamente os resultados de uma equipa.

De início, nos primeiros quatro ou cinco jogos, parece haver um efeito de "entusiasmo", nos jogadores e nos adeptos, e há melhores resultados.

Mas, à medida que a época avança, a performance da equipa regressa aos níveis em que estava com o antigo treinador.

O "efeito desestabilizador" da mudança tem-se verificado mais forte que o efeito "entusiasmo", e sendo os jogadores os mesmos, os resultados não mudam quase nada.

E também em Portugal esta regra parece confirmar-se.

O FC Porto perdeu dois campeonatos, em 2001 e 2005, porque mudou de treinadores a meio.

O Benfica, sempre que mudou de treinador a meio do ano, ou mesmo numa fase inicial (Fernando Santos), acabou pior do que estava.

O Sporting, todos sabemos, provou amargamente que as mudanças só nos atiram mais para baixo, embora seja curiosamente a única equipa portuguesa que conseguiu ser campeã num ano em que mudou de treinador, quando Inácio substituiu Materazzi.

Só que, seja cá, seja lá fora, esses são casos raros.

A norma é a mudança de treinador não resolver quase nada, a média de pontos da equipa pouco mexe. 

É importante no entanto, abrir uma excepção.

Se existe de facto um problema psicológico com o treinador, se ele está deprimido, é possível que a mudança tenha efeitos benéficos. Não sei se é essa a situação de jesus, mas espero que não.

O que me parece estar a acontecer no Benfica é outro cenário.

A verdade é que Vieira, ao decidir manter Jesus, criou uma cisão dentro da SAD e do clube, e portanto perdeu poder dentro da organização. 

Se a fraca performance da equipa se agravar, ele ficará também em causa, e poderá ter de sacrificar Jesus para recuperar o poder perdido em Julho. 

Nesse caso, a saída de Jesus deverá acontecer em Outubro ou Novembro, pois esse são os meses onde há mais saídas no futebol actual, pois se pensa que nessa altura ainda há possibilidades de recuperação.

Mas, fazer dele o bode expiatório de todos os males do Benfica, e dispensá-lo, trará resultados?

E quem será o substituto capaz de pegar agora na equipa?

É evidente que, se o Benfica perder contra o Estoril, ficando a 8 pontos do FC Porto, tudo se descontrola, mas atenção, o mais provável, (é isso que a história e a estatística mostram), é a época não melhorar muito com a mudança de treinador.

A chicotada psicológica é mesmo, quase sempre, um mito. 

Uma quebra momentânea em dois jogos, por mais desagradável que seja, não é um declínio comprovado e duradouro.

O Benfica de Jesus não desceu de patamar, apenas teve dois maus jogos.

Entrar em pânico pode ser pior do que manter a calma.

O que me parece essencial no Benfica é Vieira ressuscitar, no treinador e nos jogadores, a vontade de vencer.

Sem isso, nada se consegue.

 

 

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publicado às 10:22

Esta semana, ficou mais uma vez evidente que os clubes portugueses têm poucas hipóteses de chegar longe na Liga dos Campeões.

Na terça, o FC Porto foi derrotado em casa pelo cada vez mais forte Atlético de Madrid, que ganhou com justiça, e revelou ser uma equipa muito mais poderosa que a portuguesa.

Na quarta, o Benfica foi reduzido a escombros em meia hora pelo Paris Saint German de Ibrahimovic, e mostrou todas as suas evidentes fraquezas.

É certo que ambas as equipas podem aspirar a passar à fase seguinte, os oitavos de final, mas é um delírio pensar que podem ir muito mais longe do que isso.

O andamento de um Bayern, de um Borussia Dortmund, de um Arsenal, de um Real Madrid ou de um Barcelona, e até o andamento dos dois clubes com que os portugueses jogaram esta semana, é muito superior ao nosso, e não vale a pena alimentar ilusões.

Pelo simples facto da final se jogar este ano na Luz, logo os portugueses começaram a delirar.

De um lado, o Benfica, admitindo ser seu objectivo jogar a final em casa.

Do outro, o FC Porto, onde vários jogadores, como o capitão Lucho, falaram do gozo que lhes daria jogar uma final no campo do rival.

Sim senhor, e eles pensam que enganam quem?

Não seria melhor descerem à terra e deixarem-se de fantasias infantis?

A Champions não é para o nosso dente, essa é que é essa, e é quase impossível um clube português repetir a proeza do FC Porto de Mourinho.

Analisem-se só estas estatísticas simples, comparando a antiga Taça dos Campeões Europeus com a actual Liga dos Campeões.

Na antiga competição, existiram 37 finais, entre 1956 e 1992.

Os 74 clubes finalistas eram provenientes de 13 países diferentes, onde se incluíam os quatro grandes (Inglaterra, Itália, Alemanha e Espanha), mas também outros, como a Holanda, Portugal, a Jugoslávia, a Escócia, a Roménia, a França, a Grécia, a Bélgica ou a Suécia.  

Ou seja, todos estes países viveram a alegria de, pelo menos uma vez, colocar um clube nacional na final dos Campeões Europeus.

No caso português, houve oito finalistas (Benfica 7, FC Porto 1), o que dá uma proporção de 10,8 por cento de finalistas portugueses (8 em 74).

Podemos dizer, de forma simplista, que qualquer campeão português tinha uma probabilidade de 11 por cento de chegar à final!

Contudo, a partir de 1993, com a chegada da Liga dos Campeões, tudo mudou.

Em 21 anos de competição, apenas sete países tiveram finalistas na Champions, mas apenas 5 dos 42 finalistas não eram dos 4 países grandes!

Só o Ajax, o Marselha por duas vezes, o FC Porto e o Mónaco chegaram à final, os outros 37 finalistas eram sempre espanhóis, italianos, ingleses ou alemães.

No caso específico de Portugal, houve 1 finalista em 42, uma proporção de 2,5 por cento.

Portanto, entre a Taça dos Campeões Europeus e a Liga dos Campeões, a probabilidade de um clube português ir à final desceu a pique, de 11 para 2,5 por cento.

Os tubarões, que são muito mais na Champions, dominam sempre e todos os anos ganham mais dinheiro que os outros, aumentando ainda mais o fosso da desigualdade.

Sendo assim, e se os clubes portugueses desejam ganhar taças, melhor é que apostem na Liga Europa, onde a nossa possibilidade de chegar à final é muito maior.

Em 90 finais, juntando as antigas Taça das Taças e Taça UEFA, os portugueses tinham ido a três (Sporting e FC Porto nas Taças, Benfica na UEFA).

Desde que o formato mudou e há só uma competição, Liga UEFA/Europa, em onze épocas apenas, já cinco clubes portugueses estiveram na final (FC Porto 2, Sporting, Braga e Benfica).

E quem acha que financeiramente a Liga Europa é menos interessante, está a exagerar.

Em 2011/2012, o Benfica facturou 23 milhões de euros em prémios da UEFA, por ter chegado aos quartos de final da Champions.

Mas, o ano passado, com fase de grupos na Champions e depois caminhada até à final da Liga Europa, o Benfica chegou aos 22 milhões de euros de prémios, uma diferença quase irrelevante.

O caminho é pois esse: ir à fase de grupos da Champions, tentar chegar aos quartos; ou então deixar-se cair logo para a Liga Europa, tentando vencê-la.

Agora, pensar em ganhar a Champions é um puro delírio.

Os jogos do Dragão e de Paris são a prova disso. 

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publicado às 10:31


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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