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Ninguém dúvida do fantástico valor desportivo e económico de Cristiano Ronaldo.

Ontem, merecidamente, o presidente da República condecorou aquele que é o português mais mediático de sempre, o mais conhecido, e um dos que mais feitos conquistou.

Além disso, é também o português mais valioso do mundo, individualmente.

Há portugueses cuja fortuna é maior, como Amorim e outros, mas são proprietários de grandes empresas, não pessoas.

O nome Cristiano Ronaldo é aquele que mais ganhos gera em Portugal.

 

Há quem diga que ele vale 50 milhões de euros, há quem diga que vale mais, outros um pouco menos do que isso.

O valor total importa pouco, aquilo que sabemos é que é muito.

Cristiano é neste momento o segundo jogador mais valioso do mundo, com um valor de mercado que ronda os 100 milhões de euros.

Aufere o mais elevado salário pago a um jogador de futebol, 17 milhões de euros por ano.

Além disso, tem contratos individuais de imagem com várias marcas.

A Nike calça-o, por um valor que se aproxima dos 7 milhões de euros por ano.

Segue-se a Herbalife, num contrato com valores nunca revelados; e o BES, que expandiu muito a sua conta CR7 e os seus balcões em Espanha à conta de Ronaldo, captando em 2012 mais de 5 mil milhões de euros em depósitos.

Há ainda a Linic, e mais uns quantos patrocinadores individuais; aos quais há que somar as marcas relacionados com o Real Madrid (Emirates, bwin, Audi, Adidas, etc); as relacionadas com a Liga Espanhola (BBVA, Mahou, etc) e as relacionadas com a Seleção Nacional de Portugal (Tmn, Galp, Continente, Sagres, etc).

Para calcular o valor de Cristiano, temos ainda de incluir o seu valor mediático individual, com as páginas do Faceboo e do Twitter, com milhões de fãs, a valerem imenso.

Se tudo isto ultrapassa ou não os 50 milhões de euros anuais, é difícil de dizer, pois muitos destes contratos de patrocínio e páginas mediáticas não têm um valor contante, mas variável, dependendo do rendimento desportivo do jogador.

Mas, é provável que esse valor ande perto da realidade.

 

A única área que ainda não parece bem gerida na carreira de Ronaldo é a marca CR7, mais associada à sua imagem pessoal.

Começou por ser uma marca de lojas de roupas, geridas pelas irmãs, mas as coisas não correram bem, e não se podem considerar um sucesso.

Depois, há uma aventura na ligerie masculina, com uma imagem muito física, cheia de músculos, e que também não parece estar a ser bem sucedida.

Há ainda uma ideia para abrir um Hotel CR7 na Madeira, mas é cedo para tirar conclusões nesse área.

De qualquer forma, a marca CR7 não descola, e talvez falte a Cristiano Ronaldo uma associação a alguém mais profissional, para expandir esta linha de negócios.

Beckham, por exemplo, faz isso bem melhor que CR7, e por alguma razão a sua mulher Vitória um dia disse que ele não devia ser conhecido como "Golden Boy" mas sim como "Golden Balls". 

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publicado às 11:22



Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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