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Portugal teve sorte no sorteio, havia grupos bem piores.

Como passam 2 em cada grupo, é provável que Alemanha e Portugal sigam em frente, pois nem os Estados Unidos nem o Gana têm valor para fazer frente às duas seleções europeias.

O Gana, por exemplo, tem uma seleção avaliada em 84,3 milhões de euros (soma do valor dos jogadores normalmente selecionados) e está apenas em 22º lugar, na lista dos 32 países participantes.

E os Estados Unidos ainda são menos cotados. Segundo a Pluri Consultoria, empresa brasileira que avaliou o valor das seleções, os Estados Unidos apenas valem 51,3 milhões de euros, estando ainda mais abaixo que o Gana, em 26º na lista.

Já a Alemanha, todos o sabemos, é uma grande equipa, e todos os dirigentes da Federação disseram que a queriam evitar.

Não será assim, e teremos que jogar com a 4ª seleção mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de 465,5 milhões de euros.

É um bom bocado mais forte que Portugal, em valor económico.

A nossa seleção vale 309,6 milhões de euros, e é a 9ª da lista, mas é preciso recordar que desse total, só 100 milhões dizem respeito a Ronaldo, por isso temos de ter muito cuidado. 

 

De qualquer forma, há grupos mais difíceis, em especial o grupo D, onde estão 3 tubarões: Uruguai, Itália e Inglaterra. 

Tem a 7ª seleção, a Itália, que vale 315,8 milhões de euros; a 8ª, que é a Inglaterra, que vale 312 milhões de euros, e ainda a 11ª seleção, o Uruguai, com um valor de mercado de 185,2 milhões de euros.

Por ironia do destino, estes três grandes vão jogar com a Costa Rica, que é a seleção menos valiosa entre as 32, com um valor de 20,8 milhões de euros!

 

Veja aqui a lista do valor de mercado das 32 seleções, segundo a Pluri Consultoria:

 

1º Brasil, 508,7 milhões de euros

2º Espanha, 504

3º Argentina, 475,2

4º Alemanha, 465,5

5º França, 373,4

6º Bélgica, 319,6

7º Itália, 315,8

8º Inglaterra, 312

9º Portugal, 309,6

10º Colômbia, 218,6

11º Uruguai, 185,2

12º Rússia, 169

13º Croácia, 162,9

14º Holanda, 161,6

15º Chile, 135,4

16º Costa do Marfim, 129,1

17º Suíça, 124,1

18º Camarões, 122,7

19º Bósnia, 121

20º Japão, 105,8

21º Nigéria, 89,5

22º Gana, 84,3

23º Equador, 69,2

24º Grécia, 64,7

25º Argélia, 63

26º Estados Unidos, 51,3

27º México, 47,1

28º Coreia do Sul, 46,1

29º Honduras, 24,3

30º Austrália, 23,6

31º Irão, 21,9

32º Costa Rica, 20,8

 

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publicado às 17:19

Quem são os 20 jogadores mais valiosos que vão estar presentes no Mundial de 2014?

A empresa brasileira Pluri Consultoria fez uma avaliação e listou os 20 jogadores mais valiosos, com base no seu atual valor de mercado.

A lista, que apresento a seguir, inclui o nosso Cristiano Ronaldo, que é o segundo mais valioso do mundo, com um valor de mercado de 104,2 milhões de euros, logo atrás de Messi, que vale 139,6 milhões de euros. 

O valor total dos 20 mais valiosos ultrapassa os mil milhões de euros, mas estes 20 jogadores serão apenas 3% do total de jogadores que vai disputar o Mundial, cerca de 732. 

Dos 20 jogadores, 12 são europeus e 8 são sul-americanos. Há jogadores de 12 nacionalidades, sendo que existem 7 países europeus representados nesta lista e 5 países sul-americanos.

A Espanha lidera, com 4 jogadores no top 20 (Iniesta, Mata, Busquets e Fabregas), com um valor total de 185 milhões; seguida da Argentina, com 2 jogadores no top 20 com um valor total de 183 milhões (Messi e Aguero); e da Alemanha, com 3 jogadores no top 20, com um valor somado de 149 milhões (Ozil, Goetze e Muller).

Quanto aos clubes onde actuam, note-se que os 20 jogadores mais valiosos do mundo jogam todos em clubes europeus! O Barcelona tem 5 jogadores no top 20, e a seguir vem o Bayern, que tem 3 no top 20. 

Para terminar, um pormenor curioso: dos 20 jogadores mais valiosos do mundo, apenas 2 não vão estar no Mundial 2014. São eles Gareth Bale, galês, que está em terceiro nos mais valiosos, e o polaco Lewandowski, que é o 19º mais valioso do mundo.

 

Lista dos 20 mais valiosos jogadores que estarão no Mundial do Brasil em 2014 (se Deus quiser e nenhum se lesionar!)

 

1º - Messi, Argentina, Barcelona, 139,6 milhões de euros

2º - Ronaldo, Portugal, Real Madrid, 104,2

3º - Neymar, Brasil, Barcelona, 67,4

4º - Cavani, Uruguai, Paris St. Germain, 63

5º - Falcão, Colômbia, Monaco, 59,1

6º - Ozil, Alemanha, Arsenal, 54

7º - Iniesta, Espanha, Barcelona, 53,7

8º - Goetze, Alemanha, Bayern, 48,4

9º - Rooney, Inglaterra, M. United, 48,2

10º- Ribéry, França, Bayern, 46,8

11º- Muller, Alemanha, Bayern, 46,6

12º- Hulk, Brasil, Zenit, 46,2

13º- Mata, Espanha, Chelsea, 46,1

14º- Suarez, Uruguai, Liverpool, 44,8

15º- Hazard, Bélgica, Chelsea, 44,3

16º- Aguero, Argentina, M. City, 43,7

17º- Busquets, Espanha, Barcelona, 43,2

18º- Fabregas, Espanha, Barcelona, 41,9

19º- Vidal, Chile, Juventus, 41,7

20º- Van Persie, Holanda, M. United, 40,3 

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publicado às 10:30

Num estudo cujos resultados apareceram publicados em vários jornais, a escola de marketing IPAM concluiu que o Mundial de Futebol do Brasil terá um impacto de 200 a 609 milhões de euros na economia portuguesa.

Esta variação depende, como é óbvio, do sucesso da seleção no torneiro.

O estudo previa que, mesmo que Portugal não se qualificasse, o impacto mínimo seria de 200 milhões.

No entanto, como todos ontem podemos assistir, a equipa de Paulo Bento, com um fabuloso Ronaldo, eliminou a Suécia, e estará no Brasil.

Assim, a primeira etapa está ultrapassada, o que significa que, no mínimo, a seleção fará 3 jogos no Brasil.

Se ficar apenas na primeira fase, o estudo do IPAM conclui que o impacto será mesmo assim de 438 milhões de euros, contando com as receitas que geram o estágio e os jogos oficiais.  

A partir daqui, o impacto vai subindo, até chegar a um valor máximo estimado em 609 milhões de euros, caso Portugal seja campeão do mundo na final.

 

Como se chega a estes valores?

Segundo foi noticiado, o IPAM usa um modelo inglês, da UKSports, uma agência governamental inglesa.

Nesses modelos, há dois tipos de impactos que se devem levar em conta.

Os primeiros são os "impactos económicos directos": receitas dos jogos, receitas da federação, receitas das empresas de televisão durante a transmissão dos jogos, aumento de consumo durante os jogos, em restaurantes, bares e supermercados; ou despesas de viagens dos portugueses que vão ao Brasil e que voam na TAP e usam agências portuguesas para lhes marcar a estadia.   

É evidente que, sendo o Mundial no Brasil, as receitas de bilheteira dos jogos não são para Portugal, mas deve-se aqui contar com um ou dois jogos particulares, ainda em Portugal, que a seleção vai certamente jogar antes de partir para o Mundial.

As receitas que a FIFA distribui, depois do Mundial, também têm de ser consideradas, pois são receitas da Federação Portuguesa de Futebol, e aumentarão se a equipa chegar longe.

Haverá direito a prémios por resultados, e uma partilha das receitas televisas da FIFA, embora em Portugal esse seja um item com menos força, pois o país não representa uma grande audiência.

Mas, se pensarmos que em 2010 os direitos televisivos foram vendidos pela FIFA por 2,6 biliões de euros, alguma coisa cá chegará em 2014.

De seguida, temos de ver qual a receita adicional directa para as televisões que vão transmitir o Mundial.

Seja nas semanas antes dos jogos, seja durante as transmissões e todo o torneio, há sempre um crescimento adicional de receitas publicitárias, e que pode ser significativo. 

A estes benefícios, há que somar ainda o aumento dos consumos do portugueses durante a transmissão dos jogos.

É sabido que muitos vão a restaurantes, cafés e bares, ver os jogos e isso aumenta a receita desses locais.

Além disso, muitos organizam jantares ou encontros em casa, recebendo amigos, que trazem sempre cerveja, comidas, etc.

Há igualmente que contar com vendas adicionais de televisões, para ver os jogos; e mesmo com aumentos de despesas em deslocações, que se não houvesse jogo não existiam.

É evidente que alguma dessa despesa adicional seria feita mesmo que a Seleção não fosse ao Brasil, mas com Portugal presente, o impacto no consumo será certamente muito maior.

Por fim, há também que contabilizar as viagens. É provável que muitos portugueses rumem ao Brasil, para assistir a alguns jogos, e o façam utilizando empresas portuguesas, como a TAP ou agências de viagens. Esta despesa adicional, que só existe por causa do Mundial, deve ser acrescentada também.

 

Além dos impactos económicos directos, há que considerar os "impactos económicos indirectos". A despesa inicial que se faz com estes eventos, irá depois circular pela economia, gerando novos consumos.

Os donos dos restaurantes e bares, com o dinheiro extra devido a terem mais clientes durante o Mundial, se calhar vão celebrar comprando alguma coisa, ou comprando uma televisão nova lá para casa.

Assim, neste tipo de estudo, é costume aplicar ao "impacto económico directo" um multiplicador, para obtermos o "impacto económico indirecto".

Na maior parte dos casos, o multiplicador costuma ser próximo de 2.

Ou seja, se o "impacto económico directo" for 200 milhões de euros, o impacto total será de 400 milhões, sendo que 200 milhões são o "impacto económico indirecto". 

Olhando para o estudo do IPAM, podemos talvez considerar que, dos 609 milhões de euros previstos se Portugal for até à final, 300 seriam de "impactos económicos directos", e 300 de "indirectos", embora eu não tenha tido acesso aos critérios do estudo, e por isso esta seja apenas uma estimativa intuitiva.

 

São estes estudos fiáveis e credíveis?

Nos últimos anos, têm sido levantadas algumas objecções a este tipo de estudos, considerando que eles normalmente exageram os benefícios económicos, pois apenas captam os efeitos de aumento de despesa bruto, e não o aumento de despesa líquido.

Porém, neste caso, é evidente que a maior parte das receitas não existiria se não houvesse Mundial, e parece também óbvio que os consumos em restaurantes e supermercados não seriam certamente tão altos.

É claro que se deve considerar só a receita extra, a diferença entre um dia normal e um dia de Mundial, mas parece-me evidente que ela é grande.

E, no caso das viagens de portugueses para o Brasil, também só se devem considerar as viagens que foram propositadamente por causa dos jogos, e não as outras, que existiram na mesma sem Mundial.

Agora, se muitos portugueses não forem na TAP, mas em empresas de aviação brasileira, essa receita já não é portuguesa, e não deve ser considerada.

 

Em resumo: embora não saiba em pormenor os números que o IPAM usou, não me parece que os resultados do estudo estejam exagerados, e é provável que o impacto do Mundial em Portugal seja um acontecimento económico relevante em 2014.

Se serão 600 milhões, mais ou menos, depende um pouco da fórmula de cálculo usada, mas é provável que o número não ande longe desse. 

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publicado às 12:05


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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