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Quanto valem as seleções nacionais que estão no Mundial de Futebol?

A empresa brasileira Pluriconsultoria fez os cálculos, somando o valor de mercado individual dos 23 convocados, e chegou a um ranking das 32 seleções, que coloca o Brasil em primeiro lugar, com um valor de marcado de 508,7 milhões de euros, a Espanha em segundo, com um valor de 504 milhões, e a Argentina em terceiro, com um valor de 475,2 milhões de euros.

Nos lugares seguintes aparecem Alemanha, França, Bélgica, Itália e Inglaterra, logo seguidos por Portugal, em 9º lugar, com um valor de mercado de 309,6 milhões, sendo seguido pela Colômbia que fecha o top 10.

Olhando para este ranking, é evidente que Portugal não é favorito.

Mas, há também outro problema com que nos temos de confrontar, que é o valor económico do grupo em que estamos.

Curiosamente, o nosso grupo G, onde estão Alemanha, Gana e Estados Unidos, é o mais valioso de todos, o que mostra bem as dificuldades que Portugal irá enfrentar na fase inicial.

Aqui deixo o valor económico de cada grupo, segundo os dados da Pluriconsultoria.

 

Grupo G - 910, 7 milhões de euros

Alemanha 465,2 m€, Portugal 309,6 m€, Gana 84,3 m€, EUA 52,3 m€

 

Grupo A - 841,4 m€

Brasil 598,7 m€, Croácia 162,9 m€, Camarões 122,7 m€, Mexico 47,1 m€

 

Grupo D - 833,8 m€

Itália 315,8 m€, Inglaterra 312 m€, Uruguai 185,2 m€, Costa Rica 20,8 m€

 

Grupo B - 824,6 m€

Espanha 504 m€, Holanda 161,6 m€, Chile 135,5 m€, Australia 23,6 m€

 

Grupo F - 707,6 M€

Argentina 475,2 m€, Bosnia 121 m€, Nigeria 89,5 m€, Irão 21,9 m€

 

Grupo H - 597,7 m€

Bélgica 319,6 m€, Rússia 169 m€, Argélia 63 m€, Coreia do Sul 46,1 m€

 

Grupo E - 591 m€

França 373,4 M€, suíça 124,1 m€, Equador 69,2 m€, Honduras 24,3 m€

 

Grupo C - 518,2 m€

Colômbia 218,6 m€, Costa do Marfim 129,1 m€, Japão 105,8 m€, Grécia 64,7 m€

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:22

No filme "O Gladiador", há uma frase muito bonita que transmite bem o que penso sobre Eusébio.

Num discurso às tropas, antes de um combate, o general romano Maximus (Russel Crowe) declara:

"O que fazemos na vida, faz eco na eternidade".

 

Eusébio, os seus golos, as suas fabulosas jogadas pelo Benfica, as suas lágrimas por Portugal, fará eco na eternidade.

Daqui a cem anos, ou mesmo daqui a mil anos, ainda haverá que veja os filmes dos seus talentos dentro do campo.

É assim sempre com os génios.

Hoje ainda ouvimos a música de Mozart ou Beethoven, e ainda lemos as obras de Shakespeare ou Eça.

Não precisamos de ter sido contemporâneos deles para apreciar, com admiração e emoção, aquilo que fizeram. 

É por isso que eu não estou de acordo quando me dizem que eu não vi jogar Eusébio.

Vi e não vi.

Não vi porque nasci em 1967 e quando comecei a adorar futebol já ele estava no fim da sua carreira.

Mas, vi-o sempre, a vida toda, em imagens e sempre verei.

A magia da televisão permite-nos isso e Eusébio, um dos pais fundadores do futebol da era moderna (com Di Stefano, Bobby Charlton ou Pelé), emocina-me hoje como se eu estivesse lá para viver o que se passou, em 62 ou 66.

Eu vi, e vou continuar a ver porque coisas daquelas são para ver e rever e admirar sempre.

Coisas dessas, maravilhosas, vão continuar a fazer eco, pela eternidade fora.

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publicado às 11:42


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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oeconomistadabola@gmail.com

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