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Eusébio nasceu em Janeiro, Ronaldo em Fevereiro, tal como Chalana e Futre.

Platini, Messi e Zidane, por seu lado, nasceram os três em Junho.

O que têm eles em comum? Nasceram todos no primeiro semestre, entre Janeiro e Junho.

Quer isto dizer que há mais probabilidade de se ser um bom jogador de futebol se nascermos no primeiro semestre do ano?

Pelos vistos, é assim.

As crianças nascidas na primeira parte do ano são mais avançadas nos primeiros anos da vida, o que aumenta a sua possibilidade de serem escolhidos pelos olheiros nas escolas de futebol.

Aos sete ou oito anos, e por vezes até mais tarde, aos 13 ou 14, os nascidos no primeiro semestre são mais altos, mais fortes, mais desenvolvidos, e isso aumenta as suas hipóteses.

 

É evidente que esta regra geral tem muitas excepções (Pelé nasceu em Outubro, Figo em Novembro), mas a verdade é que há mais jogadores nascidos no primeiro semestre do que no segundo.

Examinemos por exemplo as 16 equipas do campeonato português, pegando nos plantéis iniciais tal como aparecem nos Cadernos A Bola para a época 2013/2104.

12 equipas têm mais jogadores nascidos no primeiro semestre do que no segundo.

Eis a lista, seguida da percentagem de jogadores nascidos entre Janeiro e Junho:

 

Benfica - 68% dos jogadores nascidos no primeiro semestre

Nacional - 65,2%

Marítimo - 65,2%

Rio Ave - 62,5%

V. Setúbal - 62,5%

Arouca - 62,5%

Olhanense - 61,9%

Sporting - 60%

Paços de Ferreira - 59%

Estoril - 52%

V. Guimarães - 52%

FC Porto - 52%

 

Além destes, temos o Belenenses, que tem 50% de jogadores nascidos em cada parte do ano, e apenas 3 equipas que têm menos jogadores nascidos no primeiro do que no segundo semestre, que são o Gil Vicente (48% nascidos entre Janeiro e Junho); o Braga (45,8%); e por fim a Académica (43%).

Portanto, se o seu filho nasceu no primeiro semestre do ano, tem mais possibilidades de vir a ser um jogador de futebol, mas se nasceu no segundo, pode sempre ir tentar a sua sorte para Coimbra!

 

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publicado às 16:38

No domingo, na Luz, vão defrontar-se dois clubes cujos plantéis têm valores consideravelmente diferentes.

Segundo o transfermarkt.co.uk, o melhor site de avaliações do valor de mercado de jogadores, o plantel do Benfica tem um valor de mercado de 189,75 milhões de euros.

Já  o plantel do Sporting tem um valor de mercado de 96,65 milhões de euros.

Ou seja, o grupo total de jogadores do Sporting vale quase metade do grupo de jogadores do Benfica.

 

No entanto, este não é o melhor indicador. Só jogam onze de cada lado, e por isso é melhor comparar os onze prováveis de cada clube.

Eis os jogadores e os valores de mercado do provável onze do Benfica:

Oblak - 3 m€

Maxi - 10 

Luisão - 6

Garay - 20

Siqueira - 8

Fejsa - 4,5

Enzo - 9

Gaitan - 18

Markovic - 10

Cardozo - 14

Rodrigo - 10

O valor total do onze do Benfica são 112,5 milhões de euros.

 

 

Quanto Sporting, são estes os valores de mercado do onze mais provável.

Rui Patrício - 20 m€

Cedric - 5 

Maurício - 3 

Rojo - 5,5 

Piris - 2,5

Dier - 4,5 

Adrien - 5

André Martins - 7

Wilson Eduardo - 3,5

Montero - 5,5

Capel - 7,5

O valor do onze do Sporting com estes jogadores é de 69 milhões de euros.  

 

Portanto, são 112,5 milhões contra 69 milhões, o que é significativo.

Comparando entre posições, vemos que o Sporting apenas tem mais valor na posição de guarda-redes.

A defesa do Sporting vale 16 milhões, enquanto a do Benfica vale 44 milhões.

Quanto ao meio-campo, o do Sporting vale 16,5, e o do Benfica formado por Enzo, Fejsa e Gaitan, vale 31,5 milhões de euros.

Por fim, no ataque, vemos que o do Sporting tem um valor de 16,5 milhões, enquanto o do Benfica, com Markovic, Cardozo e Rodrigo, vale 34 milhões de euros.

A maior diferença está na defesa, mas se considerarmos que os guarda-redes fazem parte da defesa, aí a diferença já é menor, pois o Sporting vale 36 milhões, e o Benfica 48 milhões.

 

São diferenças consideráveis de valor, e por isso, a previsão aponta para uma vitória do Benfica, ainda por cima jogando em casa.

Talvez por isso, e levando em consideração o historial destes jogos e a forma actual das equipas, o site Euro Club Index, que estima as probabilidades dos resultados de jogos, dá 67% de probabilidade à vitória do Benfica, 22% ao empate, e apenas 11% de probabilidade de uma vitória do Sporting.

Veremos no domingo se isso se confirma.

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publicado às 10:14

Se há coisa que tem espantado nos últimos tempos no FC Porto é a gestão dos recursos humanos, leia-se jogadores.

Ao longo de décadas, o clube habituou as pessoas a uma gestão exímia, sem demasiadas turbulências.

Enquanto no Benfica e no Sporting havia casos e melodramas, no FC Porto parecia reinar sempre uma calma imperial, mesmo quando havia problemas.

Porém, nos últimos tempos, os erros sucedem-se, bem como as declarações de insatisfação de muitos jogadores.

Há os que saíram zangados e em conflitos, como Rolando, Atsu ou mais recentemente Fucile.

Há as apostas absurdas, como Liedson e Izmailov.

Há os capitães que não se sabe se vão ou não continuar no clube, como Helton ou Lucho.

Há os fenómenos que nunca explodiram e tiveram de ser emprestados, como Iturbe.

Há os que querem sair para melhor, embora admitam esperar, mesmo insatisfeitos, como Otamendi, Mangala ou Jackson.

Há os que querem sair já, por esta ou aquela razão, como Quintero ou Defour.

E há ainda Fernando, que não se sabe se vai renovar, e caso não o faça é uma perda total, pois termina o contrato em Junho e pode sair a custo zero.

No onze principal, por exemplo, tirando os laterais Danilo e Alex Sandro, o extremo Varela, e os recém-contratados Josué, Licá e Carlos Eduardo, quase todos parecem ter dúvidas se ficam ou não. 

É evidente que, nos dias que correm, é quase impossível impedir os jogadores de falar em público, mas o somatório de todas estas declarações, dúvidas, zangas e falhanços, deixa uma impressão geral de perturbação e falta de concentração.

A ideia que dá é que o compromisso dos jogadores com o clube é menor, e que muitos estão com a cabeça noutro lado e insatisfeitos.

Pelos vistos, nem a estrutura consegue estabilizar os discursos e as expectativas dos jogadores, nem o treinador os consegue focar nos jogos.

Talvez por isso, a equipa não consiga jogar muito bem, e pareça desligada.

Pela primeira vez em muitos anos, o balneário do FC Porto não parece remar todo para o mesmo lado, e isso nota-se.

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publicado às 10:24


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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