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Se analisarmos a época do Benfica com frieza, veremos que foi muito boa em quase todas as frentes.

Na Liga, obteve 24 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas, sendo que uma delas não teve qualquer significado prático (a do Dragão).

A percentagem de vitórias no campeonato (um empate vale metade da vitória), é pois de 86,6%, com a grande importância de ter sido campeão com 7 pontos de avanço sobre o segundo classificado.

 

Na Taça de Portugal, o registo também é excelente.

Em 7 jogos, o Benfica obteve 6 vitórias e apenas 1 derrota, na primeira mão da meia-final.

Ou seja, obteve uma percentagem de vitórias de 85,7%, tendo também conquistado este troféu, no jogo de ontem com o Rio Ave.

E na Taça da Liga, o registo é ainda melhor: em 5 jogos, 4 vitórias e 1 empate, também no Dragão.

É aqui que o clube ontém a sua mais alta percentagem de vitórias: 90%.

 

Nas competições europeias, as coisas não correram tão bem, sobretudo na Champions.

Em 6 jogos, o Benfica obteve 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, fez 10 pontos mas não passou da fase de grupos.

A percentagem de vitórias na Champions foi a mais baixa de todas as competições: 58,3%, o que é abaixo do que se pretende para um clube como o Benfica.

Porém, na liga Europa os resultados foram bem melhores, o que também era de esperar.

Em 9 jogos, o Benfica venceu 6 e empatou 3, sendo apenas derrotado pelo Sevilha nos penalties.

A percentagem de vitórias foi bastante boa, 83,3%, mas o sabor final foi amargo, pois a taça não veio para Lisboa.

 

Se juntarmos todas as competições em jeito de balanço, podemos dizer que a equipa fez um total de 57 jogos oficiais, tendo obtido 43 vitórias, 9 empates e apenas 5 derrotas, o que dá uma percentagem global de vitórias de 83,3%, o que é notável, tendo ainda vencido 3 das 5 competições em que participou.

A época podia ainda ter sido mais brilhante?

Sim, a derrota na final europeia foi pena, mas não apaga os excelentes resultados conseguidos.

Além disso, esta época o Benfica conseguiu chegar a um local inédito, o 5º lugar no ranking de clubes da UEFA, que diz respeito aos últimos 5 anos, e apenas atrás de Real Madrid, Barcelona, Bayern e Chelsea.

Isso significa que mais uma vez será cabeça de série na próxima Champions, pelo segundo ano consecutivo, o que é excelente.

 

Mas, que ninguém pense que esta foi uma época fácil.

Em Agosto do ano passado, o Benfica estava em depressão, depois das derrotas cruéis de Maio.

No entanto, cerrou os dentes e prosseguiu a trabalhar, e conseguiu vencer as tristezas e as dores, e levantar-se para um grande ano.

Isto apesar de mais contrariedades.

Há muito tempo que não me lembrava de uma equipa tão massacrada por lesões.

Salvio, Cardozo, Ruben Amorim, Fejsa, Sílvio, Sálvio outra vez, Suleimani, Siqueira, todos eles passaram momentos dolorosos, e a equipa perdeu alguns mesmo quando precisava tanto deles...

O azar dos castigos também foi cruel, e na final de Turim ficaram de fora Enzo, Markovic e Salvio, o que muito prejudicou.

Mas, o futebol é mesmo assim, as lesões e os castigos fazem parte da vida das equipas, e embora seja duro perder tanta gente em momentos tão em importantes, a verdade é que mesmo assim o Benfica conseguiu resultados muito bons.

 

É tempo pois de dar parabéns.

A Luís Filipe Vieira pela coragem e firmeza de ter acreditado no treinador.

A Jorge Jesus pela forma como montou a equipa, e como a manteve sempre competitiva e motivada o ano todo.

E aos jogadores, a todos, pela forma espantosa como se bateram sempre, mesmo quando as contrariedades eram muitas e quando poucos acreditavam neles.

E por fim aos adeptos, a todos, mesmo os que no início não acreditaram.

Por vezes, como na vida, é preciso cairmos para depois nos levantarmos, mais fortes e ainda mais empenhados, e só por fim vencer.  

 

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publicado às 12:19

Há noites em que tudo conspira para não sermos felizes.

Já íamos para Turim sem 3 príncipes da bola (Enzo, Markovic, Salvio), e sem 2 escudeiros reais (Fejsa e Sílvio), e aos quinze minutos ainda ficamos mais frágeis, sem um jogador que já tinha amarelado dois sevilhanos, um por cada corrida que dera.

Jesus ainda insistiu com ele, mas via-se que Suleimani já não podia mais. 

Saiu e o Benfica passou a ficar ainda mais estranho, com Maxi na ala.

 

Na primeira parte, a equipa parecia perdida, excepto no fim, quando ainda teve duas hipóteses de marcar.

Depois, entrou em cena a dificuldade dos avançados, desinspirados na hora dos matadores.

Mas, foi mais uma ou duas vezes Beto que salvou os de Sevilha.

Se houve penalties ou não, não sei, ao vivo é difícil de ver, é tudo tão rápido, mas parece-me que o árbitro foi mais um elemento da conspiração.

E, por cada minuto que passava, o Sevilha sentia-se mais forte, pois sabia que nos penalties teria mais hipóteses.

Há equipas que já jogam com essa vantagem, e ontem foi um caso assim.

 

Portanto, a maldição começou a mexer com os jogadores, e com o público do Benfica, e quando fomos para os penalties, os de Sevilha já faziam a festa antes deles serem marcados, e os da Luz pareciam calados, amedrontados.

O receio cola-se e espalha-se como um vírus, e das bancadas chegou à relva.

E tudo acabou mais uma vez sem glória, porque não fomos capazes de marcar um golo, nem mostrar força mental suficiente para vencer as contrariedades.

Um dia, a maldição de Bela Guttman irá terminar, mas para que esse dia chegue é fundamental uma força tremenda, quase sobre-humana, para ultrapassar esse medo profundo que existe no coração dos benfiquistas.

Talvez essa maldição só acabe quando alguém que eu conheço bem for presidente do Benfica.

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publicado às 15:13

Amanhã, se Deus quiser, estarei em Turim para assistir à final da Liga Europa. 

Será a primeira final a que vou desde o longínquo ano de 1983, onde assisti na Luz à segunda mão da final da Taça UEFA.

De então para cá, vi as outras finais na televisão, mesmo a do ano passado.

Mas, desta vez não resisti. Consegui bilhetes, marquei avião, e lá estarei com o meu querido filho Duarte, no estádio onde fomos felizes há duas semanas.

 

Uma final fica sempre para a história. Quem não se lembra das finais onde estiveram equipas portuguesas, onde esteve a seleção?

Quem não se lembra das épicas finais da Champions, fossem quem fossem os finalistas?

Sim, lembramo-nos sempre, ganhem os nossos ou não.

É evidente que ganhar uma final é uma coroação gloriosa, mas estar lá já é inesquecível.

E o Benfica, pela segundo ano consecutivo, está lá.

 

É o Benfica o favorito, como dizem muitos?

Numa final nunca há favoritos, mas há equipas que à partida são consideradas mais fortes.

No entanto, nem sempre os mais fortes vencem.

Que o diga Portugal, que perdeu contra a Grécia.

Que o diga o Bayern de Munique, que perdeu duas Champions consecutivas, contra equipas que todos consideravam menos fortes que os alemães, o Inter e o Chelsea.

 

Agora, que o Benfica, pelo que já fez, e pela equipa que tem, é mais forte que o Sevilha, isso parece-me claro.

O plantel do Benfica, nos sites da especialidade, está avaliado em 189,2 milhões de euros, enquanto o do Sevilha vale 112,4 milhões.

A folha de salários anuais do Benfica anda pelos 48 milhões de euros, enquanto a do Sevilha anda pelos 40 milhões.

Há mais jogadores de qualidade no Benfica (Oblak, Garay, Luisão, Gaitan, Lima, Rodrigo, Cardozo, Ruben Amorim) do que no Sevilha (Beto, Reyes, Bacca, Rakitic e o lateral esquerdo que não recordo agora o nome).

No ranking da UEFA, que leva em consideração os últimos cinco anos de competições europeias, o Benfica está em 6º, enquanto o Sevilha se fica pela 25ª posição.

 

Nas respectivas Ligas, o Benfica ficou em 1º, foi campeão com 85% de percentagem de vitórias, enquanto o Sevilha deverá ficar em 5º, com uma percentagem de vitórias de 58%.

Em 30 jogos, o Benfica marcou 58 golos e sofreu 18, enquanto que em 37 jogos o Sevilha marcou 66 golos e sofreu 51, o que revela uma defesa bastante vulnerável!

Em termos de Liga Europa, e comparando apenas os resultados desde os oitavos de final, pois o Benfica esteve na Champions durante a fase de grupos, temos que o Benfica venceu 6 jogos e empatou 2, apresentando uma percentagem de vitórias de 87,5%, marcando 14 golos e sofrendo apenas 4.

Já o Sevilha, nos mesmos oito jogos, venceu 4, empatou 1 e perdeu 3, uma percentagem de vitórias de 56,25%, tendo marcado 13 golos e sofrido 10.

Além disso, o Sevilha só eliminou o Bétis nos penalties, e só eliminou o Valência no último minuto dos descontos, enquanto o Benfica nunca esteve em desvantagem em nenhuma das quatro eliminatórias.

 

Observando estes resultados e números, podemos dizer que o Benfica parece mais forte, mas agora terá de o provar na final.

O Sevilha parece ter uma defesa mais frágil, mas tem um ataque capaz de provocar estragos, e tem uma capacidade psicológica muito forte, pois aguenta bem e recupera, mesmo em situações muito difíceis.

O único ponto fraco que encontro neste Benfica é a célebre maldição de Bela Guttman, o treinador húngaro que um dia saiu zangado da Luz, dizendo que sem ele o clube nunca voltaria a vencer finais europeias.

A verdade é que de então para cá, perdeu sete finais, e a maldição parece estar viva.

Mas, como todos sabemos, em todas as histórias em que existem maldições há sempre um príncipe encantado que um dia aparece e quebra a maldição.

Aquilo que espero é que Jesus e os jogadores sejam os príncipes encantados do Benfica e acabem com esta história infantil de uma vez por todas!

Lá estarei, emocionado, a assistir à Segunda Grande Batalha de Turim, e mais uma vez, espero que o meu Benfica saia vencedor.

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publicado às 12:56

Há anos assim, imprevistos, impossíveis de imaginar, e no entanto quase perfeitos.

Há um ano, o nosso coração encheu-se de dor com a crueldade do que nos aconteceu.

Porém, como diz Fernando Pessoa, quem quer passar além do Bojador, tem de passar além da dor.

E assim passámos, vencemos a dor com os dentes cerrados e começámos um novo ano porque não havia outra forma de ultrapassar a tristeza.

 

Mas, Deus não estava ainda satisfeito e deu-nos mais provações.

De repente, no espaço de pouco mais de um mês, morre-nos o maior mito da nossa história, e morre-nos também o maior capitão de sempre.

Eusébio e Coluna deixaram-nos sem terem visto como fomos todos capazes de vencer a adversidade e sem terem visto o nosso renascimento.

Mas, foram também eles, com a sua morte e o seu exemplo, que nos deram ainda mais força e coragem.

E que força! E que coragem!

 

Quando um dia olharmos para trás vamos-nos dar conta de que esta foi também uma das épocas mais duras de sempre para os jogadores do Benfica.

Sálvio, Cardozo, Ruben Amorim, Jardel e a sua máscara, Sílvio, Sálvio outra vez, agora Garay, um massacre permenente de lesões, um calvário de sofrimento para eles.

E, no entanto, mal caía um jogador logo outro se levantava e tomava o seu lugar.

Raramente vi no Benfica um grupo tão unido, tão solidário, tão valente.

O jogo de ontem, a primeira batalha de Turim, foi um símbolo da época.

Contra todas as contrariedades, dores, sem um ai que se ouvisse, sem um queixume, sem um momento de quebra, os jogadores combateram como os gigantes que são.

Eu só me lembrava daquela música, menos ais, menos ais, queremos muito mais! 

 

E agora olhem para estes números, olhem todos e respeitem o fantástico trabalho que este ano se fez na Luz.

52 jogos, 52 batalhas e esta é a evidência: 40 vitórias, 8 empates e apenas 4 derrotas.

Uma percentagem de vitórias absolutamente histórica de 84,6%!

Um campeonato nacional já conquistado e ainda 3 grandes finais para disputar!

Um quarteto de títulos ao nosso alcance, meu Deus, quem diria?

 

Jorge Jesus, Luís Filipe Vieira e todos os jogadores já estão de parabéns, mas isto ainda não acabou.

Para o espectáculo ser total, temos de olhar para a frente e perceber que nos faltam 5 jogos até a época acabar e são todos para ganhar.

Queremos ganhar ao Setúbal e ao FC Porto para o campeonato e queremos ganhar as 2 taças contra o Rio Ave.

Os adversários que nos desculpem, mas desta vez não há misericórdia, é tudo para ganhar e ninguém vai levantar o pé do acelerador até ao fim.

O facto de Enzo, Markovic e Salvio não poderem jogar a final da Liga Europa é uma má notícia para eles, para a equipa, mas é também uma péssima notícia para os nossos adversários nacionais.

É que, não podendo jogar em Turim, esses nossos três génios vão explodir nos 4 jogos nacionais que nos faltam!

 

Mas, se há jogo que este ano todos queremos ganhar, esse é a final europeia. 

A segunda batalha de Turim será a mais importante do ano.

A este Benfica, a estes jogadores, a este treinador, falta uma glória assim, uma vitória que nos faça brilhar aos olhos de todo o mundo.

E não me venham com a história da maldição do Bela Guttman mais uma vez!

Nunca conheci nenhuma maldição que não fosse vencida um dia por um príncipe encantado, e estes rapazes são os nossos príncipes, os senhores da Luz.

 

Que ninguém pense porém que será fácil.

O Sevilha é uma equipa perigosíssima, que o digam os nossos rivais azuis.

Nada está ganho, e o mais importante está ainda por fazer.

Chegar até aqui é lindo e merecido, mas agora é que está a chegar o momento da verdade!

Nas próximas duas semanas, tudo se pode ganhar, mas muita coisa se pode perder.

Portanto, lembrem-se do que aconteceu o ano passado, lembrem-se da dor, e concentrem-se.

Agora, chegou a hora de entrar para a História, mas para isso acontecer é preciso dar tudo e muito mais.

E ainda mais.

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publicado às 11:13

Depois do descalabro do FC Porto ontem em Sevilha, a que Quaresma chamou "uma vergonha", a pergunta que se deve colocar é: foi boa ideia mudar de treinador?

Muitos adeptos e comentadores do FC Porto disseram que Paulo Fonseca era péssimo, e que já devia ter saído há muito tempo.

E quase todos eles elogiaram Luís Castro pela sua postura e pelas suas escolhas.

Porém, os números são implacáveis, e com 11 jogos realizados pelo FC Porto, a verdade é que Luís Castro apresenta piores resultados que o seu antecessor.

Se observarmos a percentagem de vitórias, onde cada empate vale metade de cada vitória, temos que em 11 jogos, Luís Castro tem 7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.

A percentagem de vitórias de Luís Castro é pois de 68,1%.

Ora, no momento em que saiu, Paulo Fonseca disputara 35 jogos com o FC Porto, tendo obtido 21 vitórias, 7 empates e 7 derrotas.

A percentagem de vitórias de Paulo Fonseca era de 70%.

Ou seja, era melhor do que a de Luís Castro é.

Valeu a pena despedir o treinador?

Não. 

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publicado às 12:15

Saiu a fava ao Benfica, e lá teremos a Juventus em Lisboa no dia 24 de Abril!

Será que o clube italiano é mesmo mais forte que o Benfica?

Vamos comparar item a item, para ver quais as fraquezas e forças de cada equipa.

 

No ranking da UEFA, o Benfica está em 6º, enquanto a Juventus está apenas em 17º lugar.

Isto significa que, nos últimos 5 anos, o Benfica teve resultados europeus bem melhores que o clube italiano, que não chegou a qualquer meia-final, enquanto o Benfica já vai na terceira meia-final em 4 anos.

 

Quanto ao valor de mercado dos plantéis das 2 equipas, a Juventus leva vantagem. 

Os italianos têm o 9º plantel mais valioso do mundo, com um valor de mercado de 353 milhões de euros, enquanto o Benfica está em 21º lugar, com um plantel avaliado em 190 milhões de euros.

Os jogadores mais valiosos do lado italiano serão Pogba (valor de mercado de 45 milhões); Vidal (44 milhões), Marchisio (28 milhões); Chiellini (24 milhões) e Tevez (22 milhões).

Do lado do Benfica, os mais valiosos são Garay (20 milhões); Gaitan (18 milhões); Salvio (17 milhões) e Cardozo (14 milhões). 

 

Com um plantel tão valioso, é pois natural que na despesa salarial com jogadores seja também a Juventus que leva a palma. 

Os italianos gastam cerca de 120 milhões de euros por ano em salários, enquanto o Benfica se fica pelos 48 milhões.

Pilro, Pogba e Arturo Vidal são os mais bem pagos, mas há que contar também com Buffon, Tevez e Llorente. 

No entanto, no que toca a treinadores, é o Benfica que leva vantagem.

Jorge Jesus é o 11º mais bem pago do mundo, com um salário de 4 milhões de euros por ano, enquanto Conte está em 18º lugar, com um salário anual de 3 milhões de euros.

 

Por fim, no ranking das receitas, é também a Juventus que lidera.

O clube italiano gera 272,4 milhões de euros em receitas anuais, estando em 9º lugar na lista da Deloitte, enquanto o Benfica gera 109 milhões de euros de receitas, estando em 26 º lugar no mesmo ranking.

Mas, há um ponto em que o Benfica leva vantagem: o seu estádio.

A Luz cheia leva 63 mil espectadores, enquanto o novo estádio da Juventus em Turim leva apenas 41 mil espectadores. 

Veremos se na primeira mão o factor casa ajuda o Benfica, mas olhando para as diferenças económicas há que considerar que a Juventus é a favorita.

 

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publicado às 11:25

Os números desta época do Benfica começam a ser impressionantes.

A equipa tem vindo sempre a melhorar desde Outubro, e não parece estar a fraquejar, agora que chega o momento das grandes decisões.

Até agora, nas quatro competições em que está envolvido, o Benfica realizou 41 jogos, dos quais venceu 32, empatou 6 e apenas perdeu 3 (dois na Champions e um no campeonato).

A percentagem de vitórias do Benfica, onde cada empate conta metade de uma vitória, está neste momento em 85,3%.

É um número muito bom, e continua a crescer, pois a meio de Fevereiro, o Benfica de Jesus estava com 82,8% de percentagem de vitórias, e subiu.

É claro que isto pode significar pouco no final, mas com a liderança do campeonato muito sólida, com sete pontos de avanço, o Benfica tem margem e plantel para conseguir ter alto rendimento nas outras competições.

Nas taças de Portugal e da Liga, estão a chegar os grandes jogos contra o FC Porto, mais 3 provas de fogo.

E, na Liga Europa, o AZ Alkmaar não parece capaz de impedir que o Benfica chegue à meia-final.

Porém, na Luz toda a gente sabe que as alegrias de Março não servem de nada se em Maio só aparecerem tristezas.

Ninguém admitiria outra vez um cenário idêntico ao do ano passado, por isso é melhor cerrarem os dentes e lutarem até os títulos estarem ganhos.

 

Quanto ao Sporting, também melhorou um pouco no último mês e meio.

Em Fevereiro, o clube estava com uma percentagem de vitórias de 75%, o que já eram bom, mesmo sabendo que não disputou jogos europeus e que já foi eliminado das Taças nacionais.

No entanto, com um total de 29 jogos disputados, com 19 vitórias, 7 empates e 3 derrotas, o Sporting tem agora uma percentagem de vitórias de 77,5%, o que revela a melhoria que a equipa ainda consegue ter nesta altura.

Comparando com épocas anteriores, é um resultado muito bom, que pode permitir ao clube a entrada directa na Champions.

Veremos se Jardim consegue aguentar a ponta final do campeonato, mas tudo parece apontar para essa possibilidade.

 

 

O ano horribilis do FC Porto é evidente. 

Em Fevereiro, o FC Porto estava já abaixo dos rivais, com uma percentagem de vitórias de 72,7%.

Paulo Fonseca saiu, mas as coisas ainda não melhoraram muito.

Com 42 jogos disputados, o FC Porto tem agora 24 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, o que dá uma percentagem de vitórias de 69%.

Curiosamente, se fizermos a percentagem de vitórias apenas para os jogos com Luís Castro aos comandos, o número é semelhante.

Em 5 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota dá uma percentagem de vitórias de 70%, em linha com o resto da época.

Mudar de treinador raramente muda o essencial: o valor da equipa é mais baixo do que em outros anos, e portanto as coisas ficam mais ou menos na mesma, mesmo mudando o treinador.

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publicado às 10:52

Benfica e FC Porto são dois dos principais favoritos à vitória na Liga Europa.

Mourinho disse-o, e os oitavos de final confirmaram isso mesmo.

O FC Porto fez um grande jogo em Nápoles, empatando 2-2, e enviou para casa Benitez e Higuain.

O Benfica, que fez um grande jogo em Londres, onde venceu 3-1, ontem ainda apanhou um susto, mas acabou por empatar 2-2 e garantir que seguia em frente, o que faz sentido.

Durante 170 minutos o Benfica foi mais equipa que o Tottenham, que só acordou a 10 minutos do fim do jogo de ontem.

Podia ter empatado? Sim, podia, mas seria injusto, pois os ingleses jogaram muito pouco nos dois jogos.

 

E agora, quais são as possibilidades nos quartos de final?

Ao Benfica saiu uma das equipas teoricamente mais fáceis, o AZ Alkmaar.

Classificado no 35º lugar no ranking da UEFA, enquanto o Benfica é o 6º; e com um plantel avaliado em 43,9 milhões de euros, enquanto o do Benfica vale 190,7 milhões de euros; não há como negar que o Benfica é o favorito.

No campeonato holandês, o AZ está em sétimo, enquanto o Benfica lidera em Portugal, e com a segunda mão na Luz, parece-me que o Benfica tem todas as possibilidades de estar presente nas meias-finais. 

 

Quanto ao FC Porto, vai ter de defrontar o Sevilha, uma equipa perigosa e matreira.

Mas, o FC Porto também é favorito, sobretudo depois de duas eliminatórias épicas, em Frankfurt e Nápoles, a equipa está muito motivada e confiante nesta competição.

O Sevilha é o 29º no ranking da UEFA, enquanto o FC Porto é o 10º; e o plantel dos espanhóis vale cerca de 114 milhões de euros, enquanto o do FC Porto vale 183,2 milhões, o que ainda é uma diferença importante de qualidade.

No campeonato espanhol, o Sevilha está em 7º; enquanto os azuis estão em 3º no português.

Beto vai ter de defender muito para evitar que o FC Porto, sua antiga equipa, não siga para as meias-finais.

 

A minha previsão é que nas meias-finais da Liga Europa estejam presentes Juventus, Valência, FC Porto e Benfica, pois não acredito que o Lyon consiga derrotar os italianos, nem que o Basileia consiga eliminar o Valência.

Mas, isto é antes de começar...

 

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publicado às 12:42

Foi uma noite muito boa para os clubes portugueses na Liga Europa.

O Benfica fez um jogo enorme em Londres, vencendo o Tottenham por 1-3.

É muito difícil virar uma eliminatória depois de perder em casa, e ainda para mais quando se atravessa uma crise de confiança.

Ontem, o Tottenham mostrou todas as suas debilidades.

Tem bons jogadores, mas não é uma boa equipa.

Os jogadores não acreditam nas jogadas que fazem, e cometem erros atrás de erros.

Em comparação, o Benfica foi uma equipa concentrada, confiante, segura, e letal perto da baliza.

Em seis ou sete remates, fez 3 golos, e nunca deixou os ingleses controlar o jogo.

Talvez agora o dono do Tottenham já tenha percebido que mudar de treinador não resolveu nada.

André Villas-Boas foi despedido só por causa de duas duras derrotas por goleada, mas tinha melhor percentagem de vitórias do que Tim Sherwood.

Que não parece ter talento ou conhecimento para dar a volta às aflições.

Só uma calamidade impedirá o Benfica de seguir em frente.

 

O FC Porto também esteve bem, e a vitória contra o Nápoles é justa mas é curta.

No entanto, o 1-0 é um resultado dificílimo de virar, e a maior parte das equipas que ganha 1-0 na primeira mão segue em frente.

O San Paolo é um estádio com um ambiente terrível, mas o FC Porto tem experiência nessas situações, e pode aguentar a pressão.

Luís Castro está a conseguir estabilizar a equipa, e duas vitórias aumentaram a confiança dos jogadores.

Se o FC Porto jogar mais ligado, com um meio-campo mais consistente e compacto, será um osso muito duro de roer para o Nápoles.

Benitez, é certo, tem muito mais experiência, e adora provas a eliminar, onde é bem mais forte do que nos campeonatos.

E a equipa tem armas poderosas, desde Higuain a Hamsik, passando por Calejon e Zapata.

Será certamente um jogo muito interessante e bem disputado, mas para já a vantagem é do FC Porto.

 

Quanto aos adversários, alguns apontamentos curiosos:

- O Valência está praticamente apurado, mas a Juventus, que todos dizem ser o clube mais forte da Liga Europa, não conseguiu melhor que empatar em casa, 1-1, com a Fiorentina. A segunda mão, em Florença, não será fácil para a equipa de Conte, que apesar de dominar o campeonato, não consegue bons resultados nas competições europeias.

- Se a Juventus cair, Benfica e FC Porto, se passarem, ganham o estatuto de principais favoritos, ao lado do Valência e da Fiorentina.

- Dos outros clubes, os únicos perigosos são o Lyon, e o imprevisível Red Bull Salzburg, que tem sido uma excelente surpresa este ano.

Será que a Red Bull dá mesmo asas ao clube austríaco? E até onde pode ele voar?

 

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publicado às 10:30

Ontem, Benfica e FC Porto fizeram o que se esperava, e seguiram em frente na Liga Europa.

Na Luz, o Benfica confirmou que é claramente mais forte do que o PAOK, vencendo com facilidade.

Em Frankfurt, o jogo foi espectacular, o FC Porto esteve com um pé fora, mas recuperou epicamente, e o empate 3-3 garantiu a passagem.

É na Liga Europa que os clubes portugueses mais podem ter sucesso, pois a Champions está fora do nosso alcance neste momento.

Quem tem visto os jogos percebe que equipas como o Real Madrid, o Bayern, o Barcelona, o Paris Saint Germain, o Dortmund, o Chelsea ou o Atlético de Madrid estão noutra galáxia.

Mesmo o City ou o Arsenal, já para não falar no Zenit e no Schalke, não têm qualquer hipótese de seguir em frente.

Repare-se que o FC Porto teve muitas dificuldades contra o 13º da Bundesliga, o Eintracht; mas o Real Madrid goleou o Schalke em Gelsenkirchen por 6-1.

Há uma diferença colossal entre certas equipas europeias e as nossas, e por isso é preferível ser bom na Liga Europa em vez de ser humilhado na Champions.

 

Agora, seguem-se dois adversários muito fortes. Para o FC Porto, o Nápoles; para o Benfica, o Tottenham.

Comparem-se as qualidades em ambos os confrontos, para estimar as probabilidades das equipas portuguesas.

Em termos de ranking da UEFA, o FC Porto é o 11º, enquanto o Nápoles é o 31º. 

Nos últimos cinco anos, o FC Porto é uma equipa mais habituada do que a italiana a jogar bem na Europa.

Porém, se olharmos apenas para o coeficiente desta época, o Nápoles está à frente, pois fez uma fase de grupos da Champions bem melhor.

Quanto a treinadores, os italianos levam vantagem: Benitez é muito mais experiente que Paulo Fonseca, já venceu uma Champions e uma Liga Europa, com Liverpool e Chelsea.

Em termos de valor do plantel, segundo o site transfermarkt, o do Nápoles vale 253 milhões de euros, e tem jogadores muito bons como Reina, Hamsik, Higuain, Callejón, embora a defesa não seja muito forte.

Já o FC Porto, tem um plantel avaliado em 183 milhões de euros, com Jackson, Mangala e Fernando.

É difícil dizer quem é mais forte, e internamente estão ambos em 3º nas respectivas ligas, um pouco abaixo do que se esperava.

Segundo o Euro Club Index, o Nápoles tem mais possibilidades de chegar à final (8,8%) do que o FC Porto (5,5%), mas a diferença é curta.

Será uma eliminatória imprevisível, com uma pequena vantagem para os italianos, pois jogam a segunda mão em casa.

 

No caso do Benfica e dos ingleses, as coisas são também equilibradas.

No ranking da UEFA, o Benfica é o 6º classificado, enquanto o Tottenham está apenas em 19º lugar.

No ano passado, os Spurs ficaram-se pelos quartos-de-final da liga Europa, tendo sido eliminados pelo Basileia, enquanto o Benfica chegou à final de Amesterdão.

No que toca a treinadores, parece-me que o Benfica tem clara vantagem, pois Jesus é muito mais experiente e bem sucedido do que Tim Sherwood.

Já quanto ao valor dos plantéis, são os ingleses têm vantagem.

No transfermarkt, o clube inglês tem uma equipa avaliada em 271 milhões de euros, com jogadores como Lloris, Vertonghen, Dembelé, Eriksen, Lamela, Lennon, Soldado ou Adebayor

Quanto ao Benfica, tem uma equipa avaliada em 190 milhões de euros, com jogadores como Garay, Salvio, Gaitan, Cardozo ou Markovic.

Porém, segundo o Euro Club Index, o Benfica tem mais possibilidades de chegar à final que o Tottenham, 12,4% contra 6% dos ingleses, o que demonstra uma certa vantagem encarnada.

Será também uma eliminatória muito equilibrada e empolgante, embora me pareça que o Benfica é ligeiramente favorito, até porque joga a segunda mão na Luz.

 

 

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publicado às 10:16


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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  37. O
  38. N
  39. D