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Hoje, os jornais dão conta de uma grande indignação que vai pelas bandas de Campinas.

Segundo consta, ninguém gostou das afirmações de Mourinho sobre o Portugal-Alemanha, e tudo rosna baixinho contra o "special one".

Dirigentes, treinador, equipa técnica, jogadores, elegeram-no agora como o tipo mau, e destilam ódiozinho contra ele.

Lamento dizer à Seleção que Mourinho tem toda a razão, e quem em vez de o odiar, a Seleção devia refletir no que ele disse.

 

E o que disse Mourinho?

Primeiro, que não esperava um resultado tão mau, uma derrota por 4-0. Nisso, não se distingue em nada dos tais 15 milhões de portugueses.

Depois, criticou fortemente Pepe, dizendo que ele, ainda por cima não sendo nascido em Portugal, devia sentir mais pressão para se portar bem.

Meus amigos, conheço muito português que acha que Pepe não mais devia jogar pela Seleção Nacional, devido ao seu vergonhoso comportamento.

Mourinho não foi tão longe, mas como foi o único comentador que não apaparicou Pepe, ou não disse mal do árbitro, todos o odeiam em Campinas.

É mais um sinal de que o juízo da Seleção se está a perder muito rapidamente.

 

Mas, Mourinho foi ainda mais longe e tocou com o dedo na ferida.

Portugal, em fases finais, não tem marcado golos às grandes equipas.

Foi assim no Mundial 2010, ficou a zero contra o Brasil e contra a Espanha.

Foi assim no Euro 2012, ficou a zero contra a Alemanha e contra a Espanha.

Voltou a ser assim este ano, a zero contra a Alemanha.

Ora, isto significa que a equipa não é capaz de mais, vence adversários mais fracos, mas não vence os mais fortes.

 

É isto motivo para odiar Mourinho?

Não, ele apenas constata a verdade.

Porém, se há coisa que os portugueses odeiam é a verdade.

Os portugueses vivem o futebol em negação, negam a verdade constantemente.

Acham que são óptimos, sonham, e depois quando a dura realidade lhes bate à porta, a culpa das derrotas é do árbitro, nunca nossa. 

 

Ainda bem que Mourinho fala a verdade, diz a verdade, pois isso só mostra que percebe imenso de futebol.

Infelizmente para todos nós, na Seleção está tudo a viver em estado de negação, e ainda há gente que acha que temos equipa para ser campeã do mundo.

Pois...Ponham os olhos na Espanha e vejam o filme que nos pode acontecer no Domingo.

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publicado às 11:33

Muitos dos meus amigos são peremptórios: acabou a era de domínio do FC Porto no futebol nacional.

A terrível época que os azuis estão a viver, talvez a pior do longo consulado de Pinto da Costa, é um prenúncio do fim.

A partir de agora, dizem muitos sportinguistas e benfiquistas, será sempre a descer.

Outros acrescentam que Pinto da Costa está velho e cansado, que já não é o mesmo, e que à volta dele não há ninguém com tanto talento para a gestão de uma equipa.

 

Pela minha parte, não embarco nesses cânticos terminais.

Apesar desta época ter sido desastrosa, o FC Porto tem ainda ativos muito bons.

O valor do plantel do FC Porto, nos sites da especialidade, ronda os 200 milhões de euros.

Podem ter de ser vendidos 2 ou 3 jogadores (Jackson, Fernando, Mangala) mas não será impossível o FC Porto descobrir novos talentos e construir uma boa equipa para o próximo ano.

Desde que escolha bem o treinador, muitos dos que lá estão e jogaram mal, podem começar a jogar melhor, e não será assim tão difícil voltarem a apresentar uma boa equipa.

 

Já por várias vezes vi fazerem o enterro do FC Porto.

Em 2002, quando não ganhava há três anos, Pinto da Costa descobriu Mourinho e foi o que se viu.

E, em 2010, ouvi muitos benfiquistas a dizer que a hegemonia azul e branca tinha chegado ao fim e o que chegou foi Villas-Boas e a sua super-equipa.

Portanto, não substimo os meus adversários, sobretudo quando eles têm um palmarés notável, seja em Portugal, seja na Europa.

Suspeito que é prematuro o enterro dos azuis e brancos e do seu chefe supremo.

É certo que a época foi muito má, a equipa entrou em espiral recessiva, mas é ainda muito cedo para falar em decadência.

 

 

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publicado às 12:16

Os adeptos de futebol tem, cada vez mais, a estranha tendência de achar que despedir o treinador muda alguma coisa.

Não é verdade: a grande maioria das vezes não muda quase nada.

Sim, há excepções, mas são raras, eu diria mesmo raríssimas, sobretudo quando o despedimento é feito em fase tardia da época.

Despedir um treinador em Agosto ou mesmo em Outubro, ainda dá muito tempo ao seguinte para tentar melhorar as coisas.

Fazê-lo em Fevereiro é praticamente inútil, pois o novo treindador pouco tempo tem para trabalhar.

 

O despedimento do treinador é uma espécie de descarga psicológica colectiva, mas traz poucas melhorias reais.

Num estudo feito para a Premier League, a inglesa Sue Bridgewater mostrou que depois do despedimento há normalmente uma ligeira melhoria, mas ao fim de poucos jogos regressa-se ao ponto onde se estava antes, ou mesmo a um ponto mais baixo.

Quase sempre, o processo de despedimento implica a perda de oito ou nove pontos, e torna impossível qualquer recuperação.

E fica-se mais ou menos na mesma, como aconteceu recentemente com o Tottenham, que despediu Villas-Boas e três meses depois está na mesma posição em que estava.

 

O despedimento de um treinador pode criar uma ilusão, mas é normalmente uma falsa ilusão.

Na verdade, os recursos à mão do próximo treinador serão os mesmos, e os jogadores não melhoram de um dia para o outro, nem aprendem um novo sistema em poucos dias.

Em vez de despedir Paulo Fonseca agora, agarrando-se à fantasia de que ainda é possível ser campeão, o FC Porto devia talvez preparar a próxima época melhor do que preparou esta, e olhar para as evidentes lacunas e falta de qualidade do seu plantel, preparando um regresso em força.

Paulo Fonseca pode ter os seus defeitos e ter cometido erros, mas os adeptos do FC Porto têm de se lembrar que ele não tem Hulk, Falcão, James, Moutinho, Guarin, Alvaro Pereira, Lucho, e que os jogadores que tem são de muito menor qualidade.

Josué, Licá, Herrera, Carlos Eduardo, Defour, não têm pedalada para os voos a que ambiciona a equipa, e mesmo Quaresma é um salvador da Pátria tardio e problemático.

Sem jogadores talentosos, há pouco que se possa fazer. 

 

A carreira de Paulo Fonseca tem sido boa? Não, é evidente que está muito abaixo do que se esperava.

Venceu a Supertaça, e ainda entrou bem no campeonato, mas depois começou a cair muito.

A Liga dos Campeões foi muito fraca, com 3 derrotas e apenas 5 pontos.

Porém, continua na Liga Europa, nas Taças de Portugal e da Liga, e no campeonato, embora o atraso seja importante, quem pode garantir que até ao final da época Benfica e Sporting não fraquejam também?

Os dois últimos anos dão razão a Pinto da Costa, que continua a querer manter Paulo Fonseca.

Também Vítor Pereira foi muito contestado, sobretudo na primeira época, e também ele andou muitos pontos atrás do Benfica, mas conseguiu recuperar e no final foi campeão dois anos seguidos.

A história pode não se repetir uma terceira vez, mas faz todo o sentido o presidente do FC Porto não ceder à pressão da rua.

 

Até porque, se examinarmos o histórico do FC Porto no que toca a despedimentos de treinadores, veremos que nunca essa solução deu bons resultados. 

Em 2001/2002, Pinto da Costa despediu Octávio, e foi buscar Mourinho ao Leiria.

No entanto, o clube não foi campeão, e só conseguiu o terceiro lugar, atrás de Sporting e Boavista.

A mudança de treinador pouco alterou.

Também em 2004/2005 se verificou algo semelhante. Apesar de ter uma grande equipa, que fora campeã da Europa, a orfandade da saída de Mourinho causou grande perturbação, e o clude despediu Del Neri, e meses depois o seu substituto, Fernandez.

Couceiro, o terceiro treinador desse ano, também não conseguiu ser campeão, e ficou atrás do Benfica de Trapattoni.

Portanto, das últimas duas vezes que despediu treinadores, o FC Porto não ganhou nada com isso. 

É pouco provável que este ano a história fosse diferente.

 

 

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publicado às 10:09

Ontem, logo depois da derrota na Luz, liam-se muitos comentários de portistas a pedir a cabeça de Paulo Fonseca.

A equipa não jogou bem, foi pouco ambiciosa, e a derrota foi justa, mas será que faz sentido despedir o treinador?

 

Em primeiro lugar, vamos examinar os resultados de Paulo Fonseca.

Venceu a Supertaça, contra o Vitória de Guimarães, único título que podia conquistar até agora.

Na Champions, teve fracos desempenhos: três derrotas, duas das quais em casa, dois empates e apenas uma vitória.

Foi uma das piores Champions de sempre do FC Porto, com apenas 5 pontos obtidos. A única consolação foi a ida à Liga Europa, que o terceiro lugar permite.

Na Taça de Portugal, o FC Porto venceu os 3 jogos que disputou e está nos quartos de final, e na Taça da Liga empatou em Alvalade, o que se pode considerar um bom resultado, pois é um campo onde normalmente o FC Porto tem dificuldades.

Mesmo o ano passado, a pior época de sempre do Sporting, o FC Porto não conseguiu vencer em Alvalade para o campeonato.

Por fim, no campeonato, o FC Porto está em terceiro, a 3 pontos do Benfica, e com menos 6 pontos que no ano anterior.

São resultados abaixo das expectativas, mas nada está perdido, e o clube está na luta pelo título, com a vantagem psicológica, embora distante, de receber os encarnados na última jornada.

 

Ao todo, Paulo Fonseca disputou 26 jogos, tem 15 vitórias, 6 empates e 5 derrotas.

Se dermos meio ponto a cada empate e dois a cada vitória, temos que Paulo Fonseca tem uma percentagem de vitórias de 69,2%.

É bem abaixo do que conseguiram os seus antecessores, Vítor Pereira e André Villas-Boas, mas o clube continua em quatro competições, e por isso não se pode dizer que é irremediável. 

 

Será que o problema é o treinador, ou são os recursos que ele tem ao seu dispôr?

Como todos sabemos, são os jogadores que jogam, e a verdade é que este ano o FC Porto não tem tão bons jogadores.

Compare-se por exemplo com Villas-Boas, que tinha Falcão, Hulk, James, Moutinho e Álvaro Pereira, e rapidamente temos de aceitar que este ano a qualidade é bem menor no Dragão.

A substituição das peças não foi executada com mestria, e Josué, Licá, Carlos Eduardo, Herrera ou Ghilas, não estão ao mesmo nível dos jogadores que saíram nos últimos dois anos.

Sem ovos não se fazem omeletes, e por melhor que Paulo Fonseca fosse, a verdade é que os recursos que tem à sua disposição não são brilhantes.

Por mais apelos que se façam à vontade, à raça, à força mental, se não houver talento, nada se consegue.

Ao FC Porto falta este ano talento, e não me parece que o regresso de Quaresma chegue para suprir essa falha grave.

E sem jogadores talentosos, não há muito que Paulo Fonseca ou outro, possam fazer. 

 

Mas, mesmo assim, não seria melhor ir buscar um treinador com mais garra, mais ambicioso?

Para responder a essa pergunta, vamos examinar o histórico do FC Porto em despedimentos de treinadores.

Em 2001/2002, Pinto da Costa despediu Octávio, e foi buscar Mourinho ao Leiria.

No entanto, o clube não foi campeão, e só conseguiu o terceiro lugar, atrás de Sporting e Boavista.

A mudança de treinador pouco alterou.

Também em 2004/2005 se verificou algo semelhante. Apesar de ter uma grande equipa, que fora campeã da Europa, a orfandade da saída de Mourinho causou grande perturbação, e o clude despediu Del Neri, e meses depois o seu substituto, Fernandez.

Couceiro, o terceiro treinador desse ano, também não conseguiu ser campeão, e ficou atrás do Benfica de Trapattoni.

Portanto, das últimas duas vezes que despediu treinadores, o FC Porto não ganhou nada com isso. 

 

É aliás essa a conclusão dos estudos universitários que têm sido feito nos últimos anos sobre as "chicotadas psicológicas".

Sue BridgeWater, uma das maiores especialistas no assunto, conclui que depois do despedimento há uma pequena lua de mel, e os resultados melhoram, mas ao fim de cinco ou seis jogos regressam os problemas, e a equipa fica normalmente num ponto semelhante ao que estava antes.

A conclusão é óbvia: é a qualidade dos jogadores que determina a qualidade da equipa, e quando os recursos não são bons, mudar de treinador raramente resolve alguma coisa.

Despedir Paulo Fonseca dificilmente muda o rumo dos acontecimentos. Melhor seria se o FC Porto contratasse mais dois ou três jogadres de qualidade em Janeiro.

Aí sim, os resultados poderiam melhorar. 

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publicado às 10:16

Portugal podia ter 3 treinadores na lista dos 30 mais bem pagos do mundo, mas com o despedimento de André Villas-Boas, agora só tem dois!

Mourinho é o 2ª mais bem pago do mundo, tendo este ano caído do primeiro lugar, destronado por Guardiola.

Já Jorge Jesus aparece em 11º lugar, tendo subido 3 lugares, pois o ano passado era o 14º mais bem pago.

Mourinho ganha 10 milhões de euros, Guardiola ganha 17, e Jesus está nos 4 milhões de euros brutos por ano!

 

A lista dos 11 melhores, compilada pela empresa brasileira Pluri Consultoria, está no final deste texto, mas mais interessante ainda é ver se o dinheiro investido pelos clubes está a ser bem empregue.

Para tal, vou aqui apresentar um indicador muito usado nas escolas de economia e gestão para analisar o desporto, que é a "percentagem de vitórias".

A percentagem de vitórias calcula-se dando 2 pontos a cada vitória e 1 a cada empate, e depois dividindo esse total pelo máximo que se podia obter nos jogos que já se efectuaram.

Assim, se um treinador ganhou 3 jogos, empatou 2 e perdeu 1, terá 6 pontos pelas vitórias (3x2), um ponto pelo empate (1x1), ou seja um total de 7 pontos em 12 possíveis (2x6 jogos) o que dá uma percentagem de vitórias de de 7/12, ou 58,3%.  

 

Qual é a percentagem de vitórias de cada um dos 11 treinadores mais bem pagos do mundo?

Vamos considerar apenas os jogos para os respectivos campeonatos e os jogos das competições europeias.

Comecemos por Guardiola, o primeiro do ranking, que ganha 17 milhões de euros brutos por ano.

Pepe realizou um total de 22 jogos, com 19 vitórias, 2 empates e 1 derrota.

Tem uma percentagem de vitórias de 90,9%, ou em números ((19x2) + (2x1))/(22x2).

Se fizermos contas semelhantes para José Mourinho, vemos que ele tem na Premier League 10 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, e na Champions tem 4 vitórias e 2 derrotas.

Ou seja, fez os mesmos 22 jogos que Guardiola, mas tem 14 vitórias, 3 empates e 5 derrotas.

A percentagem de vitórias de Mourinho é pois de 70,4%, ou na fórmula ((14x2) + (3x1))/(22x2), o que é bem abaixo de Guardiola.

 

Agora, veja-se o quadro completo para os 11 treinadores mais bem pagos do mundo e as respectivas percentagens de vitórias:

 

Guardiola, Barcelona             17 m€       90,9%      19V, 2E, 1D

Mourinho, Chelsea                10 m€       70,4%      14V, 3E, 5D

M. Lippi, Guangzhou*             10 m€      88,3%      24V, 5E, 1D

Wenger, Arsenal                   8,2 m€      72,7%      15V, 2E, 5D

Capello, Rússia*                     7,8 m€      75%         7V, 1E, 2D

Ancelotti, Real Madrid           7,5 m€       84%        17V, 3E, 2D 

Moyes, Man. United              5,9 m€       63,6%     11V, 6E, 5D

Martino, Barcelona               5,4 m€       86,3%      18V, 2E, 2D

Klopp, B. Dortmund              4,3 m€      68,1%      14V, 2E, 6D

Pellegrini, Man. City              4,1 m€      72,7%      15V, 2E, 5D

Jesus, Benfica                       4 m€         73,6%     12V, 4E, 3D

 

 

Quais as conclusões que podemos retirar deste quadro?

A primeira é óbvia: Guardiola é o mais bem pago, e merece o que ganha, pois tem a mais alta percentagens de vitórias de todos, 90,9%!

 

A segunda também é óbvia: Mourinho está a ter uma época abaixo do que se esperava, e não está a merecer o que ganha!

Ganha 10 milhões, mas só tem uma percentagem de vitórias de 70,4%.

É o terceiro pior da lista, só ficando à frente de Moyes, que está nos 63,6%, e de Klopp, que está nos 68,1%, mas a verdade é que Moyes ganha quase metade de Mourinho, e Klopp menos de metade!

 

A terceira conclusão é: Lippi também merece o que ganha, foi campeão na China, e com uma percentagem de vitórias de 88,3%!

 

A quarta conclusão é: Wenger e Capello também merecem o que ganham, têm boas percentagens de vitórias!

 

A quinta conclusão é: Pellegrini devia ganhar mais no City!

Ganha apenas 4,1 milhões e consegue melhores resultados que Moyes e Mourinho, que ganham mais do que ele!

 

A sexta conclusão é: Martino também devia ganhar mais!

Tem a terceira melhor percentagem de vitórias da lista, com 86,3%, mas ganha menos que Ancelotti, que está nos 84%!

 

A sétima conclusão é: Jorge Jesus não está nada mal.

Apesar de ser apenas o 11º mais bem pago, tem cinco treinadores com percentagens de vitórias mais baixas do que ele: Moyes, Klopp, Mourinho, Wenger e Pellegrini.

Ora, se admitirmos que Lippi e Capello não devem ser metidos no mesmo saco, pois o campeonato da China e a seleção da Rússia não são do mesmo nível que os campeonatos europeus, chegamos à conclusão final:

Jorge Jesus é, dos 11 mais bem pagos do mundo, o quarto mais eficiente na Europa, apenas ultrapassado por Guardiola, Martino e Ancelotti!

 

É, sem dúvida, um bom resultado. No entanto, se o compararmos por exemplo com Diego Simeone, já perde algum brilho.

Simeone é o 26º treinador mais bem pago, ganha apenas 2,5 milhões de euros no Atlético de Madrid.

Porém, em 22 jogos, ganhou 19, empatou 2 e apenas perdeu 1 jogo! 

Simeone tem uma percentagem de vitórias de 90,9%, igual à de Guardiola, o que é espantoso, atendendo a que ganha quase 7 vezes menos!

Isso é que é dinheiro bem gasto!

 

 

* No caso de Marcelo Lippi, considerei os 30 jogos do campeonato chinês em 2013. No caso de Fábio Capello considerei os 10 jogos de qualificação para o Mundial 2014.

 

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publicado às 11:00


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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