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Que grande jogo fez o Benfica!

Uma entrada fulgurante, a alta velocidade, que naturalmente empatou a eliminatória bem cedo.

Sempre em aceleração, não sabemos o que podia ter acontecido se tivessem ficado onze em campo mais de 27 minutos.

Siqueira fez um erro grosseiro, na sua segunda falta, mas não merecia o primeiro amarelo dado por Proença.

A expulsão mudou o jogo, que nunca mais foi o mesmo, e podia ter dado cabo do Benfica.

 

Podia, mas não deu.

Jesus tirou Cardozo, a equipa reequilibrou-se e voltou do intervalo ainda mais empenhada.

Às vezes, é quando estamos melhores que sofremos, e o golo de Varela foi uma surpresa desagradável.

De repente, tudo parecia perdido.

Havia uma montanha para escalar, 2 golos a marcar, com menos um jogador.

Só que este Benfica é de betão, duríssimo de demolir.

 

Só se ganha um penalty quando se joga na área do adversário, e era isso que o Benfica já estava a fazer minutos depois do empate.

Para a frente era o caminho, com força mental e atrevimento.

Enzo marcou com frieza, e a esperança voltou a nascer.

A Luz inflamou-se, puxou pela equipa, e o FC Porto acanhou-se, com a mediocridade habitual deste ano.

Mas, ninguém esperava o que aconteceu.

Todos admitiam um golo, mas nasceu uma obra de arte.

André Gomes mostrou que ali há génio, e afundou o FC Porto para sempre.

 

Uma vingança que estava prometida desde 2011, destruindo essa espinha que estava encravada na garganta dos benfiquistas.

Foi dos jogos mais fantásticos dos últimos anos, para os benfiquistas.

Vencer com 10 o FC Porto é obra!

Depois, aquilo não foi bem futebol, mas ninguém ajudou.

Pouco importa, estava ganho.

Um grande e forte Benfica derrotou um FC Porto neurótico e deprimido, sem força nem talento para mais.

Alguém disse um dia que para haver ambição é preciso haver primeiro talento, e depois confiança.

Este Benfica tem tudo: talento, confiança e ambição.

Veremos até onde chegam as suas vitórias, para depois poder dizer algo mais.  

Mas, uma coisa é já certa: Jorge Jesus, o Messias branco da Luz, já não está de joelhos.

 

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publicado às 12:50

Ontem, em Alvalade, o Sporting venceu o FC Porto com um golo...em fora de jogo.

Depois de uma semana de gritos e fúrias nas redes sociais.

Depois da direção do clube ter emitido um comunicado a declarar que iria "processar" os árbitros, a Liga e a Federação Portuguesa de Futebol, por causa dos prejuízos causados ao clube.

Depois disso tudo, eis que o futebol mostra que é mesmo uma caixinha de surpresas e o Sporting vence à conta de um clamoroso erro de arbitragem.

Como dizia Pimenta Machado, em futebol o que hoje é verdade, amanhã é mentira.

Agora, já nenhum sportinguista tem legitimidade para falar, e as fúrias foram caladas oportunamente.

 

Fica assim mais uma vez demonstrado que estas fúrias contra as arbitragens são absolutamente inúteis.

Não vale a pena os clubes estarem com estes "movimentos", com estas "indignações", com estes "basta", e com estas ameaças de processos.

Isso não leva a lado nenhum, e na semana seguinte até podemos ter de meter a viola no saco, pois é a nossa vez de sermos beneficiados.

O que podem agora dizer os sportinguistas?

E o que achariam se o FC Porto viesse dizer que vai processar Pedro Proença, a Liga e FPF pelos prejuízos causados, uma vez que, à conta da derrota de ontem, quase ficou fora da Liga dos Campeões?

São muitos milhões perdidos, não é verdade?

 

A teoria de que o Sporting foi impedido de jogar para o título devido às arbitragens mostrou ontem a sua imbecilidade.

Ninguém no seu juízo perfeito nega que houve erros que prejudicaram o clube em alguns jogos, mas também os sportinguistas não podem negar que houve jogos em que foram beneficiados, como o de ontem.

Dizer que o Sporting foi "roubado" em 7 pontos é um exagero, pois ainda por cima parte de um vício de raciocíno disparatado.

Quando um golo é anulado, como foi em Setúbal ao Sporting, e no final o resultado é 2-2, porque é que todos partem do pressuposto que o resultado final devia ser 3-2 para o Sporting?

É evidente que, se o golo não tivesse sido anulado, a única coisa que podemos dizer é que ficava 1-0 nesse momento, mas quem sabe o que aconteceria até ao final?

A narrativa do jogo teria mudado, e é abusivo dizer que o resultado final teria sido 3-2, pois essa "realidade paralela" nunca aconteceu! 

 

Mas, em futebol toda a gente vive, não para ser intelectualmente honesto, mas para defender os seus clubes.

Toda a gente se enfurece, e toda a gente dá como certos os pontos que lhes roubaram, como se isso fosse garantido, mesmo sem erros de árbitros.

Os sportunguistas sentem que perderam pontos, mas a partir de ontem, já não podem fazer o papel de vítimas sem corar.

Agora, também ganharam pontos com erros crassos dos árbitros, e por isso o "Basta" morreu de morte súbita.

 

PS: E será que os adeptos do FC Porto ainda consideram Pedro Proença o melhor árbitro nacional? 

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publicado às 10:44


Sobre o autor

Domingos Amaral é professor de Economia dos Desportos (Sports Economics) na Universidade Católica Portuguesa. É também jornalista e escritor e tem o blog O Diário de Domingos Amaral.


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oeconomistadabola@gmail.com

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